Categoria vê avanço em proposta sobre frete, mas mantém preocupação com possível falta de diesel em meio à guerra no Oriente Médio.

ITAPEBI – O Brasil pode estar à beira de uma nova paralisação nacional dos caminhoneiros. Wallace Landim, o “Chorão”, presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), afirmou que a categoria está em estado de espera. O gatilho para “cruzar os braços” depende agora da publicação de uma Medida Provisória (MP) prometida pelo Ministro dos Transportes, Renan Filho.
O que está em jogo?
A categoria exige o cumprimento rigoroso da tabela do piso mínimo do frete. Embora o governo tenha anunciado medidas para endurecer a fiscalização e punir empresas que desrespeitam os valores, os caminhoneiros ainda estão cautelosos.
“Estamos aguardando para ver se o que foi prometido é suficiente para proteger a categoria”, afirmou Chorão.
Diesel nas alturas e risco de desabastecimento

O cenário é de preocupação, especialmente com o preço do combustível. Devido aos conflitos no Oriente Médio envolvendo grandes potências, o preço do diesel disparou 11,8% em apenas uma semana, segundo a ANP.
Esse aumento acionou um “gatilho” que deveria elevar o valor do frete entre 4,8% e 7%, mas, na prática, os motoristas denunciam que as empresas não estão pagando esse reajuste, tornando o transporte de cargas inviável.
As medidas anunciadas pelo Governo:
Para tentar conter a greve, o Ministério dos Transportes propôs:
Punição rigorosa:
Empresas que descumprirem a tabela repetidamente podem perder o registro para operar.
“Lista Suja”:
O governo vai divulgar publicamente as empresas que mais desrespeitam o piso. Gigantes como Ambev, Raízen, Vibra Energia e Cargill já figuram entre as mais autuadas.
Fiscalização Eletrônica:
A ANTT passará a monitorar os fretes cruzando dados fiscais de todo o país. Só em janeiro, as autuações saltaram para 40 mil.
Impacto na região
Para os motoristas que circulam pelas rodovias do Sul da Bahia, como a BR-101, a situação é crítica. Além do frete baixo, a categoria luta contra o aumento de custos operacionais e novos seguros obrigatórios.
O líder Chorão defende a criação de um gabinete de crise para monitorar o abastecimento. “É uma questão de sobrevivência tanto para o caminhoneiro quanto para a população, que depende do que a gente transporta”, alertou.
Nos próximos dias, após a leitura detalhada da Medida Provisória, as lideranças devem deliberar se o país para ou se o diálogo com o governo continuará no Congresso Nacional.
ItapebiAcontece – Com informações da Revista Veja

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