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Treinador deixou o cargo após derrota para o Fluminense pelo Carioca.

Fernando Diniz foi pego de surpresa com a demissão do Vasco, anunciada pelo presidente Pedrinho na noite deste domingo, no Estádio Nilton Santos, após a derrota para o Fluminense pelas semifinais do Campeonato Carioca.
O discurso interno no clube até o clássico era de que o treinador tinha respaldo. O presidente e o diretor de futebol Admar Lopes reconheciam que havia defeitos no trabalho, mas que era necessário paciência.
O presidente era um dos maiores apoiadores do técnico. Fã declarado de Diniz, o dirigente acreditava que o trabalho precisava de mais tempo com todos os reforços disponíveis para poder desenvolver o time ao máximo.
A pressão de pessoas próximas da diretoria e conselheiros do Vasco contra o trabalho de Diniz foi aumentando dia após dia. Uma ala da cúpula vascaína era abertamente a favor da demissão há semanas. A principal reclamação, claro, era pelos resultados ruins nesse começo de ano — o time tem três vitórias em 11 jogos em 2026 —, mas principalmente pelo desempenho dentro de campo.
O jogo contra o Fluminense, com o Vasco fazendo pouco atuando com um jogador a mais por mais de 30 minutos, foi a gota d’água. Grande parte da cúpula vascaína, que já não estava gostando do trabalho de Diniz, tornou a posição a um nível insustentável. Pedrinho, mesmo com o nível de admiração, deu o braço a torcer e concordou.
A decisão foi comunicada no próprio vestiário. A conversa entre Pedrinho, Admar Lopes e Diniz aconteceu logo poucos minutos depois do clássico. O presidente explicou os pontos e, entre os argumentos, analisou que o trabalho não estava mostrando evolução.
Ainda na noite deste domingo, houve uma reunião entre os membros da cúpula do Vasco e o departamento de futebol. Dirigentes conversaram por horas para traçar perfis e nomes do substituto. O clube não dá prazo para a contratação, mas quer resolver a questão o quanto antes.
Copa do Brasil é divisor de águas

Apesar do vice-campeonato da Copa do Brasil, o ano começou com Diniz tendo plena confiança da diretoria. Em entrevista coletiva em janeiro, o diretor de futebol Admar Lopes reiterou a posição de crédito no comandante.
Os resultados ruins iniciais não fizeram Diniz balançar. O argumento de Pedrinho e Admar era que Diniz precisava de mais tempo e treinos com os reforços para poder ter mais entrosamento e dar uma cara ao time.
Mas a postura da torcida foi de efeito contrário. Diniz foi vaiado no terceiro jogo do Vasco como mandante; no quarto, já ouviu gritos de “burro” vindos da arquibancada de São Januário. Os xingamentos tornaram-se frequentes e foram ouvidos, mais uma vez, nos acréscimos e depois do apito final da derrota no clássico contra o Fluminense, no Nilton Santos.
A pressão em Diniz começou ainda no fim de 2025, na reta final do Brasileirão. O treinador fechou a competição com sete derrotas nas últimas oito rodadas, mas, com o foco na Copa do Brasil e a classificação para as semifinais, ganhou sobrevida. A vaga na decisão ajudou ainda mais para apagar o desempenho ruim de antes.
A derrota para o Corinthians e o início ruim de 2026, porém, fez que as opiniões negativas voltassem à tona. O ambiente interno ficou cada vez pior, e Pedrinho se viu em um ambiente insustentável para o técnico.
Enquanto não houver definição do substituição, o auxiliar permanente Bruno Lazaroni vai comandar a equipe. O Vasco volta aos gramados na quinta-feira para enfrentar o Santos pelo Brasileirão.
ItapebiAcontece – ge

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