Desfile da Acadêmicos de Niterói homenageou o presidente Lula • Alex Ferro / Riotour
Escola de samba abriu os desfiles na Sapucaí com enredo dedicado à trajetória de vida de Luiz Inácio Lula da Silva.

A figura do ex-presidente Jair Bolsonaro foi representada de maneira crítica, como um palhaço de trajes listrados e tornozeleira eletrônica • Alex Ferro / Riotour
Acadêmicos de Niterói abriu o Grupo Especial homenageando a trajetória do petista; sátiras políticas e uso de verba pública estão no centro do debate jurídico.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o grande protagonista do desfile da Acadêmicos de Niterói na noite deste domingo (15), durante a abertura do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a escola percorreu a biografia do presidente — desde a infância sofrida em Garanhuns (PE) até a chegada ao Palácio do Planalto.
Lula assistiu a tudo de perto, no camarote da Prefeitura, acompanhado de Eduardo Paes (PSD), ministros e aliados. Em um momento de descontração, o presidente chegou a descer até o recuo da bateria e beijou o pavilhão da escola.
O Desfile: Sátiras e Críticas Políticas

A Comissão de Frente retratou a ascensão à Presidência e a passagem do poder a Dilma Rousseff • Marco Terranova | Riotur
A apresentação não ficou apenas na biografia e trouxe fortes tons políticos que incendiaram as redes sociais:
A “Passagem” de Faixa: A Comissão de Frente encenou Michel Temer (MDB) “roubando” a faixa de Dilma Rousseff.
O “Palhaço Bozo”: O desfile representou a prisão de Lula e a entrega da faixa presidencial a um palhaço, o “Bozo” (referência a Jair Bolsonaro).

A Reviravolta: A escola encenou o retorno de Lula ao poder e a subsequente prisão do palhaço, ao lado de uma representação do ministro Alexandre de Moraes (STF).
Programas Sociais: Alas inteiras foram dedicadas a exaltar marcas dos governos petistas.
Embate Judicial: Propaganda Antecipada?
A homenagem colocou a Acadêmicos de Niterói na mira da Justiça Eleitoral. Como Lula é pré-candidato à reeleição, a oposição aponta propaganda eleitoral antecipada.
O Partido Novo tentou barrar o desfile no TSE, mas o tribunal decidiu, na última quinta-feira (12), que proibir o evento configuraria censura prévia. No entanto, o processo continua: Lula e a escola podem ser punidos caso a Justiça entenda que houve irregularidade no uso da festa para fins eleitorais, especialmente após a revelação de que a agremiação recebeu cerca de R$ 1 milhão em recursos públicos.
Oposição Reage com Indignação
As figuras centrais da direita brasileira não pouparam críticas ao desfile e ao tom das sátiras:
Sergio Moro (Senador): “O dinheiro do contribuinte utilizado para fazer propaganda eleitoral antecipada. Coisa de caudilho populista. Caminhamos para uma democracia de fachada.”
Michelle Bolsonaro (Ex-primeira-dama): “Para registrar um fato histórico: quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial, não opinião.”
Nikolas Ferreira (Deputado Federal): “Se esse desfile fosse em 2022, Bolsonaro estaria preso e a escola sofreria busca e apreensão.”
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), classificou o episódio como “constrangedor e inacreditável”, prometendo levar o caso adiante na Justiça.
ItapebiAcontece – Com informações de CNN Brasil






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