EXTINÇÃO DO IEMA VAI GERAR CRISE AMBIENTAL PARA O ES; DIZ LOUZADA

10 de Março de 2017 07h03

De acordo com a proposta do Governo do Espírito Santo, o Instituto Estadual do Meio Ambiente (Iema) será extinto e todas as competências transferidas para a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Seama).

Conforme entrevista concedidada ao site PSBES sobre o assunto pelo ex-candidato a prefeito de Itapebi, e hoje, vice-presidente da Associação Nacional de órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma) e Secretário Municipal do Meio Ambiente de Cachoeiro de Itapemirim Mário Louzada . O socialista falou sobre a gravidade dessa fusão e da ausência de consulta junto a sociedade capixaba.

Confira a entrevista!


 

IMG_0132


Quais as consequências da extinção do Instituto Estadual do Meio Ambiente (Iema) e sua fusão com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Seama)?


A principal consequência é que o licenciamento ambiental vai perder a autonomia que tem hoje. Extinguir o Iema é contra todos os movimentos que foram feitos no país até hoje para o amadurecimento da gestão ambiental e uma grande perda para o Espírito Santo.


O Governo do Estado diz que a fusão dará agilidade aos licenciamentos ambientais. Isso aconteceria de fato?


Isso é uma mentira. Todo licenciamento precisa de parecer jurídico e técnico e com a fusão tudo isso ficaria centralizado na Procuradoria Geral do Estado (PGE) e, consequentemente, causaria morosidade ao processo.


O que trava o licenciamento ambiental não é o Iema, mas sim a ausência de investimento no órgão ao longo dos anos. Não foi realizado concursos públicos, não houve capacitação para os técnicos, que trabalham sobre pressão; etc. Ou seja, o órgão está completamente sucateado.


Essa fusão pode gerar uma crise na gestão ambiental do Espírito Santo?


Essa fusão vai gerar uma crise profunda porque os municípios vão perder a referência que que eles têm do sistema estadual do meio ambiente.


Não existirá nem mesmo economia na máquina pública com a extinção do Iema, pois há pouco tempo o Governo do Estado criou mais cargos políticos na área ambiental, o que é incoerente ao discurso de que extinguir o órgão traz economia para o Estado.


Na sua opinião, qual a motivação para a extinção do Iema?


Eu não consigo imaginar o sentido disso. Não consigo conceber a ideia de que alguém de algum segmento da sociedade seja a favor da extinção do Iema. Até aqueles que pensam que momentaneamente podem ser beneficiados sabem da catástrofe que vai ser na gestão ambiental do Estado. A única pessoa que pode responder isso é o Governador. Eu desconheço qualquer aspecto positivo dessa proposta.


Qual seria a solução?


Um grande avanço para a gestão ambiental seria uma melhor qualificação e respeito ao corpo técnico, realização de concursos públicos e integração dos licenciamentos que hoje existem na Secretaria Estadual de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e também do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf).


O Estado faz a gestão de forma equivocada. Ele tem que melhorar o licenciamento ambiental, conversar com os municípios e ampliar os investimentos no Estado. Não precisa extinguir o Iema. É simples: basta ter boa vontade e atender aos interesses da população, do pequeno, médio e grande empreendedor.


A extinção do Iema não é a solução em hipótese alguma em nenhum Estado do país. Eu não conheço um caso desse em nenhum outro lugar. O Espírito Santo vai perder muito com isso.



Entrevista concedida ao site.psbes.org.br

 


Compartilhe por:

01 de Setembro de 2018 11h09

Utopia não existe, mas continuo acreditando

Entrevista....Ele tem embalado sucessivas gerações desde os anos 1960 — seja em parceria com Roberto Carlos, seja nas músicas que gravou sozinho ou naquelas ao lado de grandes estrelas da música brasileira. Aos 77 anos, Erasmo Carlos acaba de lançar seu

31 de Maio de 2018 12h05

Petrobras está tirando seu pé da Bahia, afirma superintendente da SDE

Em meio ao fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), no Polo Petroquímico de Camaçari e da venda de 60% da Refinaria Landulfo Alves (RLAM), a crise da Petrobras ganha corpo na Bahia e preocupa gestores e trabalhores das unid

15 de Setembro de 2017 09h09

Galiotte aposta em clube referência e sem dívida esse é o Palmeiras

Libertadores, Felipe Melo, Cuca, planejamento para 2018, débito com Paulo Nobre foram alguns dos assuntos da entrevista exclusiva do presidente do Verdão ao GloboEsporte.com