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Escândalo no Morumbis: Polícia Civil aponta “associação criminosa” em esquema de camarotes do São Paulo

Um novo relatório do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) lançou luz sobre um esquema de corrupção que sacudiu as estruturas do São Paulo Futebol Clube. A investigação, que apura a exploração ilegal de camarotes no Estádio do Morumbis, agora aponta para a existência de uma “associação criminosa profissionalizada”.
O “Caderno da Corrupção”
A peça central que mudou o rumo das investigações foi um caderno apreendido na casa de Rita de Cássia Adriana Prado. O material, analisado pela Polícia Civil, funciona como um diário do esquema e detalha a divisão de lucros entre os envolvidos.
Segundo o relatório, o grupo era formado por:
- Rita de Cássia Adriana Prado: Responsável pela logística e revenda.
- Mara Casares: Ex-esposa do presidente do clube (na época dos fatos).
- Douglas Schwartzmann: Ex-dirigente.
- Marcio Carlomagno: Ex-superintendente geral (incluído pela primeira vez como parte ativa da “sociedade”).
Divisão de Lucros: “25% para cada”

As anotações revelam que o esquema operou por quase dois anos (março/2023 a fevereiro/2025). Em um dos trechos, Adriana Prado registrou a partilha igualitária dos ganhos: “25% para cada”, tratando os demais como “sócios”.
Para os investigadores, isso prova que não era um bônus eventual, mas uma “taxa de corrupção sistêmica” para saquear o patrimônio do clube.
Confissões e Medo
O caderno traz anotações comprometedoras que sugerem que Adriana tinha plena consciência da ilegalidade. Em uma página, ela chegou a ensaiar um depoimento escrevendo “eu não tenho conhecimento de nada”, mas riscou a frase e admitiu logo abaixo: “Eu sabia que existia”.
O documento também relata o medo da investigada, que mencionou preocupação com sua “integridade física” devido à pressão do grupo.
Queda da Cúpula
O escândalo ganhou força após o vazamento de áudios onde Douglas Schwartzmann admitia que “todo mundo ganhou dinheiro”. O impacto foi imediato:
- Mara Casares e Douglas Schwartzmann deixaram seus cargos.
- Marcio Carlomagno foi demitido no início de 2026, após o processo de impeachment e renúncia de Julio Casares.
O Outro Lado
As defesas dos citados contestam duramente o relatório policial:
- Defesa de Douglas Schwartzmann: Afirma que o relatório se baseia em anotações isoladas sem valor jurídico e denuncia um “vazamento seletivo” para difamação.
- Defesa de Adriana Prado: Ressalta que o caso está sob segredo de Justiça e que os elementos atuais não provam culpa antes do contraditório.
- Defesa de Mara Casares: Critica o relatório, classificando-o como baseado em “hipóteses e conjecturas” dos policiais, e reafirma o compromisso com a verdade.
A Polícia Civil e o Ministério Público seguem com a força-tarefa para concluir o inquérito.
ItapebiAcontece – Informações extraídas do Jornal A Tarde.






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