MEC pune cursos de Medicina na Bahia; instituições do Sul e Extremo Sul entram em lista de supervisão

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Imagens: Reprodução

Sanções do MEC incluem redução de vagas e restrições a programas como Fies e ProUni em 8 graduações na Bahia.

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O Ministério da Educação (MEC) apertou o cerco contra o ensino médico na Bahia. Em portarias publicadas nesta terça-feira (17) no Diário Oficial da União, a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) oficializou penalidades contra cursos que tiveram desempenho insatisfatório no Enamed.

A medida atinge em cheio o Extremo Sul Baiano. Enquanto algumas faculdades do estado sofreram cortes imediatos de vagas, instituições que atuam na nossa região, como a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e as Faculdades Integradas do Extremo Sul da Bahia (Unesulbahia/Facisa), em Teixeira de Freitas, entraram em fase de supervisão oficial pelo governo federal.

Castigo pesado para oito cursos

Pelo menos oito graduações baianas sofrerão medidas cautelares severas, incluindo:

Redução de 25% nas vagas de novos ingressos;

Suspensão de novos contratos do Fies e ProUni;

Impedimento de pedir aumento de vagas ou novos benefícios regulatórios.

Entre as unidades com punições mais rígidas estão a Faculdades Estácio (Alagoinhas e Juazeiro) e a Uninassau de Barreiras.

Monitoramento na região

Para as instituições do Extremo Sul e de Itabuna (como a Afya), o MEC abriu um “procedimento preparatório”. Isso significa que essas faculdades passarão por um acompanhamento rigoroso para corrigir falhas apontadas no exame. Além da UFSB e da Unesulbahia, o Centro Universitário Zarns e a Unime, em Salvador, também estão sob vigilância.

A decisão do MEC ocorre dois meses após o resultado do Enamed revelar que 12 dos 28 cursos de Medicina na Bahia não atingiram o nível de qualidade esperado. O objetivo da intervenção é garantir que a formação dos futuros médicos baianos atenda aos padrões exigidos para a segurança da população.

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