A Bahia investirá R$ 50 bilhões em 227 novos parques nos próximos cinco anos em novas fontes de energias renováveis

BAHIA
25 de Maio de 2023 09h05

Líder em energia solar e eólica, estado aposta na diversificação de sua matriz energética

Twitter: @arnaldofenix

Imagem: Reprodução

Após ter confirmado em 2022 a liderança nacional na geração de energia eólica (31%) e solar (27%), de acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a Bahia se prepara para novos passos apostando na diversificação de fontes em de energias renováveis. No radar, o hidrogênio verde, cujos projetos já estão em andamento, além de seus derivados, como a amônia verde e/ou e-Metanol e diesel verde para exportação e combustível de aviação renovável, segundo protocolos assinados com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE).

As eólicas projetam, literalmente, turbinar o setor com investimentos da ordem de R$ 50 bilhões em 227 novos parques nos próximos cinco anos, conforme dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). “Juntos, os empreendimentos devem gerar cerca de 8 gigawatts de energia o suficiente para abastecer 14 milhões de residências, considerando o consumo médio do Brasil”, avalia o diretor técnico da Abeeólica, Sandro Yamamoto.

Em termos de geração de empregos, os números também são consideráveis, cerca de 90 mil postos de trabalho no pico das obras de implantação. Yamamoto ressalta que o que garante a manutenção desses empregos é a dinâmica da construção dos parques que se estenderão pelo período cinco anos ou mais. “É certo que o maior volume de empregos gerados é nas implantações, mas com o volume de investimentos previstos,  quando termina a implantação de um parque, terá outro iniciando e assim esta mão de obra será absorvida. Mas também temos iniciativas  das empresas que investem em cursos de capacitação das pessoas das próprias para que a operação e manutenção, o que garante o emprego de cada vez mais pessoas da região, inclusive as mulheres que têm um papel muito significativo no setor eólico hoje”, avalia Yamamoto.

Geração de empregos

“Atualmente em todo o Estado da Bahia são 65 empreendimentos em fase de construção, representando uma potência outorgada de 2,47 GW, um investimento estimado em cerca de R$ 14 bilhões e a capacidade de gerar cerca de 25 mil empregos, entre diretos e indiretos”, ressalta o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ângelo Almeida. Importante lembrar que esse é um dos setores que mais interiorizam a geração de empregos. Um exemplo são os cinco parques em fase adiantada de construção, dois com previsão de operar ainda este ano e três até 2025, estão nos municípios de Uibaí, Caetité e Canudos e, juntos, geram cerca de 2,8 mil empregos.

O diretor técnico da Abeeólica aponta dois importantes pontos de atenção que podem prejudicar o desenvolvimento do setor. “Um tema importante para o estado da Bahia é que os leilões de linhas de transmissão tenham continuidade e o governo federal sinaliza para isto, mas é um tema de atenção. Outra questão importante é a regularização fundiária”, avalia.  Segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), há um risco real de que as usinas de geração de energia elétrica não consigam escoar a energia gerada nas regiões Norte e Nordeste do país. “Dentro deste contexto devemos chamar a atenção para o grande número de linhas de transmissão e subestações com expansão planejada que se concentra na área central do Estado, também conhecida como ‘Corredores de Ventos’, havendo certa carência por linhas de transmissão e subestações capazes de contemplar outras regiões no Estado da Bahia, como é o caso da região Oeste do Estado”, alerta o secretário da SDE, Ângelo Almeida.

A Secretaria tem uma Coordenação de Fomento à Industria de Energias Renováveis que desenvolve ações estratégicas pontuais e contínuas aplicadas em prol do desenvolvimento deste setor. “Dentre as ações desenvolvidas por esta coordenação temos, as políticas de atração de investimento, regularização fundiária e o relacionamento com órgãos que concedem outorgas/licenciamentos para empreendimentos do setor elétrico, eólico e solar fotovoltaico”, completa o secretário. Para buscar soluções para esses e outros desafios, foi criado este mês um grupo de trabalho que inclui empresários do setor e as secretarias Casa Civil, de Desenvolvimento Econômico (SDE), do Meio Ambiente (Sema), de Infraestrutura (Seinfra) e de Desenvolvimento Rural (SDR).

Produção de hidrogênio

Dentre as iniciativas de diversificação da matriz energética estão a planta de produção de hidrogênio com uma capacidade instalada de produção da ordem de 358.000 t/ano projetada pela Unigel, e a produção de Diesel verde, um projeto da Acelen que prevê uma planta agroindustrial com foco no plantio de cultura de Palma e Macaúba entre os anos de 2025 e 2029, sendo projetado para o primeiro trimestre de 2026 a produção de 20 mil barris de diesel verde e combustível de aviação renovável (SAF). Segundo a SDE, diversas empresas apresentaram interesse em firmar o Memorando de Entendimento (Memorandum of Understanding – MoU) no sentido de avançar com as ações e estudos de viabilidade técnica, comercial, jurídica, financeira, econômica e ambiental de projetos de geração de hidrogênio verde e seus derivados, como a amônia verde e/ou e-Metanol, para explorar oportunidades de desenvolvimento de negócios e avaliação de tecnologias para sua produção na Bahia.

ItapebiAcontece - A Tarde

 

 

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