Bolsonaro aprova 51 mil vagas em concursos públicos no orçamento de 2020

Brasil
21 de Janeiro de 2020 12h01

Previsão não significa que todas elas vão, de fato, ser preenchidas. Número é 1.400% maior do que o previsto em 2019

Twitter: @ItapebiAcontece

Imagem: Reprodução

Maioria das vagas para 2020 concentra-se no Executivo, área que não estava contemplada no Orçamento de 2019 (Antônio Cruz / Agência Brasil)

 

Sancionado sem vetos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na última sexta-feira (17), o orçamento de 2020 da União prevê 51.391 vagas para concursos públicos de órgãos do Executivo, Legislativo e Judiciário, além do Ministério Público. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o número corresponde a um aumento de mais de 1.400% em relação à previsão de 2019, quando o governo havia deixado espaço para contratação de 3.369 servidores.

Do total de vagas para 2020, 45.816 (cerca de 89%) são para provimento, ou seja, são vagas consideradas uma necessidade preexistente e que decorrem, geralmente, de mortes e aposentadorias. Já o restante é referente aos chamados postos de criação, que são aqueles que resultam de um processo de planejamento de expansão do número de servidores de cada pasta, órgão ou autarquia.

A maioria das vagas para 2020 concentra-se no Executivo, área que não estava contemplada no orçamento do ano passado: 46.708 no total. Na sequência, estão o Judiciário (3.288), a Defensoria Pública da União (1.216), o Legislativo (154) e o Ministério Público da União e Conselho do Ministério Público (25)

"A previsão das vagas no orçamento não quer dizer que todas elas vão, de fato, ocorrer, mas é uma sinalização, uma intenção inicial do governo de se fazer esses concursos", disse à Folha André Marques, coordenador do Centro de Gestão e Políticas Públicas do Insper.

Para Marques, o aumento de 2019 para 2020 é positivo para quem pretende prestar um concurso ou para quem já foi aprovado em um, mas vai de encontro ao discurso de enxugamento do Estado atualmente defendido pelo governo: "Por um lado, você tem a ideia de se melhorar a eficiência dos servidores públicos, num cenário em que o governo pretende depender menos de pessoas e mais de processos e tecnologias e, por outro, você tem de equilibrar com as aposentadorias, as pessoas que estão saindo, e contratar mais gente. Tem que ponderar e ver qual é a máquina mínima, depois de todas essas avaliações".

 

ItapebiAcontece / Correio24 com agências

 

 

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