Chiclete com Banana leva uma multidão para o Campo Grande

Geral
16 de Fevereiro de 2012 23h02

Banda desfila sem cordas na primeira noite do Carnaval de Salvador "Foi um presente que nos deram. Estar aqui nas ruas de Salvador na abertura do carnaval, cantando para o povo. E mais ainda, foi um presente ter a chance de cantar com a Oito7Nove4

 

 

 

Enquanto alguns dos principais blocos do carnaval de Salvador desfilam pela Barra-Ondina, no Campo Grande, o mais tradicional dos circuitos, uma multidão acompanha o grupo Chiclete com Banana no começo da noite desta quinta-feira (16). Pelas ruas do centro da cidade, o tão esperado desfile sem cordas da banda, que não acontecia há 12 anos, saudou a chegada da folia momesca de forma vibrante. Do alto do Trio Skol Folia, o vocalista e líder da chamada "nação chicleteira", Bell Marques, agradeceu pela oportunidade em pela presença do fãs.    

 

"Foi um presente que nos deram. Estar aqui nas ruas de Salvador na abertura do carnaval, cantando para o povo. E mais ainda, foi um presente ter a chance de cantar com a Oito7Nove4 Longe", disse. Longe das recentes declarações polêmicas sobre a necessidade do uso de cordas e da insatisfação de parte do blocos de samba pela presença do grupo nesta noite, Bell mostrou disposição para ajudar na revitalização do circuito Osmar e fez a festa para o folião pipoca. "Vamos passando que daqui a pouco o couro come com os blocos de samba. Vamos para a Praça Castro Alves".

Em pouco mais de onze minutos de desfile pela passarela principal do carnaval, a banda, para a alegria dos milhares de fãs, cantou alguns dos clássicos responsáveis por transformar o Chiclete em um fenômeno. Mesmo com atraso de 30 minutos, bastou dar os primeiros acordes de "Chicleteiro eu, Chicleteira ela" para o público mostrar que conhecia verso por verso da letra. Das arquibandas e dos camarotes, a euforia, embalada pelos hits de "Quero, Chiclete" e "Eu vou voar", tomou conta do Campo Grande. Antes de entrar no Politema, Bell fez novos agradecimentos e entoou "Diga que Valeu!".

 

Embaixo do trio, em coro, os foliões dançavam e aproveitavam todos os momentos. "O que me moveu de Recife até aqui foi a paixão pelo Chiclete. Não fiquei assustado por ser sem corda, o que vai valer aqui é a emoção. Tenho certeza de que ele está inspirado porque está tocando para o povo. Aí muda tudo", disse o publicitário Yuri Laurentino, 24 anos.

 

Para a advogada André Regina, 25 anos, o momento mais emocionante do começo deste carnaval é o encontro de Bell com os filhos Pipo e Rafa Marques, da banda Oito7Nove, na Praça Castro Alves. "Vai ser diferente, vai ser mágico. Seguir o percurso com eles sem cordas. Eu não tenho dúvidas será lindo". Opinião semelhantante foi compartilhada por Anílton Tavares, do fã clube Semente do Chiclete. "Eu acompanho a banda desde 1990 e aqui nesse lugar é tudo diferente. Tem outra energia", conta.

 

Para Lúcio Galvão, que é professor e membro do fã clube Doentes por Chiclete, a emoção de acompanhar o trio é inexplicável. "É sempre novo. Mesmo para quem acompanha sempre em shows, micaretas. Estar no circuito, sem cordas é outra coisa. E o Campo Grande é maior, então a gente escuta mais músicas e curte mais", explicou. O paraibano Djalma Gonçalves, 28 anos, afirma que ser 'chicleteiro' extrapola o carnaval. "A festa é maior, mas em qualquer canto do país a paixão é a mesma e é por isso que saí de Campina Grande para estar aqui", disse.

 

Na sexta-feira e no sábado, o Chiclete puxa o bloco Nana Banana, na Barra-Ondina. Ja no domingo, segunda e terça-feira,  Bell comanda o bloco Camaleão, sendo que somente no último dia o desfile volta para a Avenida. Encerrando a folia, os fãs terão mais uma oportunidade de conferir o som da banda na terça-feira no bloco Voa-Voa.

 

No Campo Grande, desfilarão ainda sem cordas artistas como Carlinhos Brown, Timbalada, Banda Eva, Tuca Fernandes, Magary Lord e Armandinho.

 

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