Funcionária de hospital de Porto Alegre morre após segunda infecção de Covid-19

Brasil
04 de Dezembro de 2020 18h12

Após passar duas semanas internada na UTI do hospital de Tramandaí, mulher de 34 anos não resistiu

Twitter: @ItapebiAcontece

Imagem: Reprodução

Foi sepultada no Cemitério Municipal de Tramandaí, no início da tarde desta quinta-feira, Gislaine Pinto Lopes, 34 anos, que faleceu por Covid-19, após uma segunda infecção. Após passar duas semanas internada na UTI do hospital da cidade onde morava, a jovem, que trabalhava como funcionária terceirizada do Hospital Fêmina, em Porto Alegre, não resistiu e morreu durante a madrugada.

Estudante do curso do técnico em Enfermagem no Grupo Hospitalar Conceição, Gislaine chegou a contrair a doença no início da pandemia e se curou. Recentemente, precisou cuidar dos pais, também diagnosticados com o coronavírus. Foi a partir de novembro que apareceram os sintomas que a levaram para o hospital. A gerência de Ensino e Pesquisa do GHC divulgou uma nota de pesar. “Jovem, cheia de luz e muito querida por todos, a Gisa lutou bravamente contra a Covid-19, mas infelizmente nos deixou na madrugada de hoje. Estamos entristecidos por não mais compartilhar da sua presença, entretanto muito orgulhosos de sua bravura. Seu exemplo nos motivará a seguir lutando”, diz trecho.

“Era uma pessoa muito especial, muito querida por todos”, lamentou a coordenadora do curso, Dinara Dornfeld. Segundo ela, professores, colegas e funcionários estão abalados com a partida precoce de Gisa, uma aluna conhecida pela dedicação. “Não faltava aulas, tinha uma grande expectativa de profissionalização e melhorar de vida”, lembra Dinara. Gisa trabalhava à noite como recepcionista e estudava durante o dia, recorda a coordenadora do curso. “Era muito parceira dos colegas, sempre ajudando a quem precisava. A gente fica muito sentido”. 

O dia de aula nesta quinta-feira, virtual, reuniu as pessoas que conviviam com Gisa. “Foi um jeito de a gente conversar, se confortar. Lembramos de cenas com muito carinho e amor. Ela era muito engraçada”, disse Dinara. A coordenadora alerta para a Covid-19, uma doença da qual ainda se sabe pouco. “A Gisa era uma pessoa muito consciente e, até por trabalhar na área da Saúde, tomava todos os cuidados dentro das possibilidades dela. O que temos a fazer é ficarmos atentos para tentar nos proteger e aos nossos ao máximo”, orientou. 

Gisa era casada e deixa três filhos do primeiro casamento.

ItapebiAcontece / Correio do Povo

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