PROPRIETÁRIOS DA BOA VISTA ALEGAM QUE FAZENDA É PRODUTIVA

Geral
09 de Janeiro de 2012 15h01

Proprietários da Fazenda Boa Vista, em Belmonte, no extremo sul da Bahia, negam que o terreno seja improdutivo e que haja desmate ilegal de mata atlântica na área, como alega o Movimento de Resistência Camponesa (MRC).

BELMONTE - Os proprietários da Fazenda Boa Vista, em Belmonte, no extremo sul da Bahia, negam que o terreno seja improdutivo e que haja desmate ilegal de mata atlântica na área, como alega o Movimento de Resistência Camponesa (MRC). No final do ano passado, a Fazenda Boa Vista ficou ocupada por 18 dias pelo MRC. O líder do movimento, Paulo Ardes Gomes Cerqueira, (foto), 36 anos, está preso desde dezembro, na delegacia de Eunápolis, por tentativa de extorsão aos fazendeiros. Militantes do MRC dizem que ele é vítima de armação. Paulo comunicou à polícia que invadia terras com o 'apoio' do governo federal, do Estado e da Casa Militar, mas os órgãos negam. É a primeira vez que um líder de movimento social é preso no extremo sul da Bahia, foco de tensão no campo. Segundo os fazendeiros, Paulo pediu R$ 30 mil para sair da fazenda. Ardes é acusado de tentativa de extorsão De acordo com o advogado Carlos Schneider, representantes dos fazendeiros, o terreno é produtivo. 'Temos 60 trabalhadores com carteira assinada. A fazenda produz cacau, tem criação de gado de leite e 32% da área é de reserva legal ou de preservação permanente. A propriedade da fazenda vem desde 1925. Estamos com tudo legal, pagamos todos os impostos'. A reportagem de A TARDE tentou entrevistar Paulo Ardes, mas o juiz Rodrigo Quadros de Carvalho, que determinou a prisão dele, não foi localizado. Segundo a polícia, as entrevistas só serão feitas com autorização judicial. Investigações Paulo Ardes é alvo de inquéritos policiais em Itapebi, Santo Estevão e Belmonte. Em Itapebi, foi enquadrado até na Lei Maria da Penha, que pune agressores de mulheres. No extremo sul da Bahia, o MRC tem três fazendas invadidas - duas são em Itapebi. Em Porto Seguro, a fazenda ocupada é a Tabatinga, de 160 hectares. Ela pertence ao espanhol Gregório Martin Preciado, primo do ex-governador de São Paulo, José Serra, e envolvido em polêmicas fundiárias durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Fonte Radar64 Jornal ATARDE Fotos Arnaldo Reis

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