Quem diz o que quer...

Geral
25 de Fevereiro de 2012 18h02

OFICIAIS DA PMBA EMITEM NOTA DE REPÚDIO CONTRA DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL; DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE HOMICÍDIOS, ARTHUR GALLAS ACUSA A PMBA DE DIFICULTAR INVESTIGAÇÕES DE CRIMES COMETIDOS DURANTE A GREVE

 


 

 

Ecos da greve parcial da Polícia Militar da Bahia: a Associação dos Oficiais da PMBA, a Força Invicta, divulgou nota de repúdio contra o destempero verbal do delegado Arthur Gallas, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) , que, em reiteradas declarações à mídia, sugeriu haver uma espécie de conivência da corporação com os crimes e atos de vandalismo registrados durante o movimento.

Segundo o delegado - integrante do chamado grupo dos Menudos da Polícia Civil - a PMBA estaria dando "pouca colaboração" às investigações dos delitos. Pois é, como diz a sabedoria popular, “quem fala o que quer, ouve o que não quer”. Confira o texto, que leva a assinatura do presidente da AOPMBA, tenente-coronel Edmilson Tavares , e está publicado no site da entidade. 

“São inaceitáveis as declarações do delegado e diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Arthur Gallas, publicadas na imprensa, notadamente na Agência Estado em 14.02.2012, onde manifestou o apogeu da insensatez. O policial Gallas ali, avalia que “há vários PMs suspeitos” de envolvimento nos crimes, mas há dificuldades nas investigações, entre outros motivos, pela pouca colaboração dada por próprios integrantes da categoria. “As corporações têm conhecimento de muitos dos casos, mas eles são abafados, pela própria cultura dos militares”.

A Polícia Militar, órgão integrante do sistema de segurança pública do Estado da Bahia, jamais absorveu ideais contrários aos seus princípios, como acobertar fatos delituosos que porventura tenham sido cometidos por algum de seus integrantes. Pelo contrário, integra a estrutura da PMBA uma corregedoria rígida, que apura todo e qualquer tipo de irregularidade que envolva militares estaduais, punindo-os administrativamente, se for o caso. Além disso, se estas irregularidades também se configuram em crimes militares, são devidamente apuradas através de inquéritos policiais militares, os quais seguem para o Ministério Público devidamente relatados. Por outro lado, caso se configurem em crimes comuns, a Polícia Militar não mede esforços para contribuir com a apuração realizada pela Polícia Civil.

Não existe qualquer registro de acobertamento de condutas ilícitas pela Polícia Militar ao longo de sua gloriosa história, como carece de respaldo o pensamento de que faz parte da cultura dos seus integrantes “abafarem crimes”. É inaceitável a maldosa fantasia para aqueles que agem dentro da lei, expondo-se a riscos no cotidiano profissional para defender a sociedade.

Não se pode consentir que um integrante da polícia judiciária, justificando sua incompetência na apuração de delitos, venha atribuir aleatoriamente crimes a policias militares sem o devido embasamento para tanto. É de domínio público que cerca de 84% dos homicídios na Bahia não são elucidados, o que é um estímulo à criminalidade, em razão da flagrante impunidade. Isto sim é verdade inconteste, pois baseada em dados concretos extraídos do “inqueritômetro” utilizado para o monitoramento de uma das metas da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (ENASP). Se não existe a condição de iniciar investigações, que dirá concluí-las. Os erros que se acumulam no seu ambiente de trabalho, não autorizam o delegado Gallas, em busca de notoriedade através da imprensa, a denegrir a imagem de uma instituição quase bicentenária.

Sabemos que este devaneio ofensivo e lamentável do inoportuno delegado não é institucional, apesar da função que ocupa. Não representa também o pensamento dos policiais civis que em conjunto com os policiais militares, estão devotados a garantir a segurança dos cidadãos baianos.”

 

 Redação Itapebiacontece Fonte Bahia 247

 

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