Jogadores do Palmeiras agradecem a torcida após classificação para final — Foto: Marcos Ribolli
Casca de Campeão: Palmeiras controla São Paulo, blinda a área após pênalti discutível e carimba o passaporte para a final.

Flaco López comemora gol do Palmeiras contra o São Paulo pela semifinal do Campeonato Paulista — Foto: Marcos Ribolli
O Palmeiras reafirmou sua soberania estadual neste domingo ao garantir, pelo sétimo ano consecutivo, uma vaga na grande final do Campeonato Paulista. Após uma vitória segura por 2 a 1 sobre o São Paulo, em Barueri, o Verdão agora se prepara para enfrentar o Novorizontino na decisão, chegando ao momento decisivo com sua atuação mais sólida na temporada 2026.
Estratégia e Pressão no Ataque
Sem surpresas na escalação, o time de Abel Ferreira entrou em campo com uma missão clara: ajustar o sistema defensivo sem abdicar da agressividade. A receita do sucesso veio cedo, através de uma marca registrada da era Abel: a pressão alta. Assim como na primeira fase, Mauricio (camisa 18) foi o carrasco tricolor, abrindo o placar após forçar o erro na saída de bola adversária.
Diferente de jogos anteriores, onde o time cedia espaços após o “abafa” inicial, o Palmeiras exibiu um encaixe tático quase perfeito:
Marlon Freitas protegeu com maestria a frente da área.
Andreas anulou as articulações de Marcos Antônio.
Murilo venceu o duelo direto com Calleri, dando pouca margem ao centroavante rival.
O “Susto” do Apito e a Resiliência Final
O segundo gol, anotado por Flaco López em jogada ensaiada de falta, parecia liquidar a fatura. No entanto, um pênalti discutível convertido por Calleri, aos 20 minutos do segundo tempo, mudou o cenário emocional do clássico.
O São Paulo partiu para o “tudo ou nada”, mas esbarrou em uma defesa alviverde impecável. Mesmo terminando com menos posse de bola (48%), o Palmeiras foi superior em finalizações (11 a 10) e viu o goleiro Carlos Miguel trabalhar pouco, sinal da eficiência dos zagueiros. Gustavo Gómez e, principalmente, Murilo — líder de desarmes com quatro intervenções — foram os pilares que garantiram a tranquilidade nos minutos finais.
Reencontro e Quebra de Jejum
Agora, o desafio é contra o Novorizontino, adversário que detém a marca da maior derrota sofrida pelo Palmeiras sob o comando de Abel Ferreira (o histórico 4 a 0).
Para o Verdão, a final representa mais do que a chance de manter a hegemonia: é a oportunidade de encerrar um jejum de quase dois anos sem troféus e coroar a reconstrução técnica iniciada este ano.
ItapebiAcontece – Com informações do ge.






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