Palmeiras rompe com Grupo Fictor após pedido de recuperação judicial

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Clube estuda providências legais cabíveis para receber valores do patrocínio.

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O Palmeiras anunciou, na noite desta segunda-feira (2), a rescisão do contrato de patrocínio com a Fictor, holding financeira que entrou com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Ainda de acordo com a nota divulgada nas redes sociais, “o clube estuda as providências legais cabíveis para o recebimento dos valores devidos pela Fictor”.

O patrocínio havia tido início em março de 2025, e a Fictor estampava sua marca nas costas dos uniformes dos times profissionais masculino e feminino, além de ocupar o espaço máster nas camisas das categorias de base.

Na ocasião da assinatura, o Palmeiras divulgou que o acordo previa pagamento de R$ 30 milhões por temporada, com duração de três anos. O clube justificou a rescisão por “inadimplemento contratual e do pedido de recuperação judicial realizado pelo grupo”.

Entenda o caso do Grupo Fictor

A Fictor Holding Financeira entrou com um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo. A instituição havia tentado comprar o Banco Master em novembro de 2025, antes do Banco Central determinar a liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro.

O valor dos compromissos totaliza, aproximadamente, R$ 4 bilhões, informou a empresa. Em nota, o grupo informou que pretende realizar a quitação sem nenhum deságio.

No pedido de recuperação judicial, a Fictor cita a repercussão midiática negativa envolvendo o nome do grupo após a tentativa de aquisição do Banco Master como a origem da crise que provocou um descompasso temporário nos seus fluxos operacionais e a rescisão contratual de fornecedores de serviços.

Após a autoridade monetária ter decretado a liquidação do Banco Master em 18 de novembro, o consórcio de investidores globais liderado pela Fictor Holding Financeira suspendeu a tentativa de compra. A operação incluía o aporte imediato de R$ 3 bilhões destinados ao fortalecimento da estrutura de capital da instituição financeira de Daniel Vorcaro.

Durante o mês de dezembro, a Fictor verificou impacto direto das notícias no valor de mercado das companhias do grupo. As ações da Fictor Alimentos S.A., empresa subsidiária do grupo listada na B3, apresentaram queda aproximada de 50% desde o dia 17 de novembro até 1° de fevereiro, informou a instituição ao Poder Judiciário.

“Ao longo do mês de dezembro de 2025, a Fictor passou a ser alvo de intensa exposição negativa na imprensa, com reportagens, colunas de bastidores e análises que passaram a questionar a própria consistência da operação anunciada, bem como o suposto papel do grupo no contexto da crise que envolvia o banco”, diz o grupo no pedido.

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