Fotos: Reprodução web
“Material furtado inclui patógenos da Dengue, Coronavírus, Chikungunya e Herpes; especialistas alertam para riscos biológicos.”

Foto: Reprodução/TV Globo
Um caso digno de filme de suspense acendeu o alerta na saúde pública brasileira. Pelo menos 24 tipos de vírus foram furtados de um laboratório de segurança máxima (NB-3) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo. O crime, revelado pelo programa Fantástico (TV Globo) neste domingo (29), envolve uma professora e seu marido.
Os Suspeitos e o “Modus Operandi”
Os principais investigados pela Polícia Federal são a professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos, e seu marido, o veterinário e doutorando Michael Edward Miller.
A farsa começou a cair no dia 13 de fevereiro, quando uma pesquisadora notou o sumiço de caixas com amostras. Câmeras de segurança flagraram Michael acessando o laboratório em horários estranhos, carregando objetos, sempre em momentos em que o local estava vazio. As gravações mostraram que o casal frequentava o laboratório de forma irregular desde novembro.
Lista de vírus furtados
O material levado é altamente perigoso e inclui doenças conhecidas pela população, como:
Dengue, Zika e Chikungunya;
Coronavírus humano;
Herpes e Epstein-Barr;
Além de 13 tipos de vírus que infectam animais e outras cepas menos conhecidas.
Ação da Polícia Federal e Descarte Irregular
Após a reitoria da Unicamp acionar a Anvisa e a Polícia Federal, buscas foram feitas na casa dos suspeitos e na universidade. No dia 21 de março, parte do material foi encontrada escondida em um biofreezer na faculdade onde Soledad trabalha.

Foto: Reprodução/web
Em uma tentativa desesperada de esconder provas, a professora teria ido a outro laboratório após a operação policial para descartar material biológico e alterar rótulos. Soledad chegou a ser presa, mas responderá em liberdade por transporte irregular de organismo geneticamente modificado, fraude processual e perigo à saúde pública.
Há risco de contaminação?
Apesar da gravidade, a diretoria do Instituto de Biologia da Unicamp tranquilizou a população, afirmando que não há risco de contaminação generalizada, desde que os vírus permaneçam congelados e lacrados. A universidade classificou o episódio como um “caso isolado”. Até o momento, o motivo que levou o casal a furtar os vírus ainda é um mistério.
ItapebiAcontece – Com informações do Fantástico/TV Globo






Deixe uma resposta