Flaco López comemora gol do Palmeiras contra Corinthians — Foto: Marcos Ribolli
Mesmo longe do brilho técnico, Verdão mostra postura aguerrida, bate o Corinthians por 1 a 0 e garante classificação antecipada no Paulistão.

Abel Ferreira conversa com os jogadores do Palmeiras durante o Dérbi — Foto: Cesar Greco/Palmeiras
O Palmeiras pode não ter dado um show de futebol na Neo Química Arena, mas a vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians entregou algo muito mais valioso: “casca”. Além de carimbar o passaporte para o mata-mata do Paulistão, o triunfo serve como um divisor de águas para o elenco que busca se reafirmar após um 2025 traumático contra o maior rival.
O Fantasma de 2025 ficou para trás
O Dérbi foi o grande pesadelo alviverde no ano passado. Com eliminações e apenas uma vitória em todo o ano, o time de Abel Ferreira entrou em campo precisando dar uma resposta de postura. E ela veio. Mesmo sem o ritmo ideal de início de temporada, o Palmeiras soube sofrer e dar o troco no momento certo.
Dificuldades táticas e o susto inicial

Jogadores do Palmeiras reclamam com Raphael Claus — Foto: Marcos Ribolli
Repetindo a escalação da goleada sobre o Vitória, o Verdão não encontrou a mesma fluidez. Andreas Pereira foi neutralizado e a bola longa virou a única saída. Isso isolou Vitor Roque e deixou Flaco López longe da área.
O Corinthians dominou o primeiro tempo com 60% de posse e explorou as brechas nas laterais palmeirenses. O cenário só não foi pior porque Memphis Depay desperdiçou um pênalti antes do intervalo, mantendo o placar zerado.
A estrela de Abel e o oportunismo de Flaco
No segundo tempo, a mão do treinador mudou o jogo. A entrada de Luighi no lugar de Vitor Roque trouxe a combatividade necessária na marcação alta. O jovem atacante chegou a criar uma chance clara após roubar a bola de Matheuzinho, mas foi travado na hora H.
O gol da vitória veio com o selo de oportunidade: Flaco López aproveitou rebote de Hugo Souza para balançar as redes. A comemoração inflamada gerou uma confusão generalizada, mas serviu para ligar o “modo clássico” nos jogadores.
Postura de quem quer vencer
Diferente do que se viu no ano passado, o Palmeiras finalizou a partida com uma postura defensiva impecável, suportando a pressão final com garra. Os números mostram que ainda há muito a evoluir — foram 42% de posse e menos finalizações que o rival —, mas o saldo é extremamente positivo.
Com três vitórias em três clássicos neste início de ano, o Alviverde recupera a confiança de ser o time que cresce em jogos grandes. O processo de reconstrução ganha paz e a certeza de que a alma competitiva de 2023 está de volta à Academia de Futebol.
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