Arias comemora gol do Palmeiras contra o São Paulo — Foto: Marcos Ribolli
“Com estratégia afiada, Abel garante pausa tranquila na Data Fifa; enquanto isso, o desabafo de Calleri reforça a eficiência de um Palmeiras que não pede licença para vencer.”

Flaco López em São Paulo x Palmeiras — Foto: Marcos Ribolli
O Palmeiras reafirmou sua identidade no último sábado ao vencer o São Paulo por 1 a 0 em pleno Morumbis. A vitória foi construída sobre os dois pilares que se tornaram a marca registrada da era Abel Ferreira: efetividade e segurança defensiva. Nem mesmo a expulsão do treinador português à beira do gramado conseguiu tirar o brilho de uma atuação estrategicamente impecável.
Mudanças que Funcionaram
Abel prometeu ajustes e cumpriu. O retorno de Piquerez trouxe equilíbrio, mas a grande surpresa foi a manutenção do argentino Giay na lateral direita. O jovem foi um dos destaques do clássico, mostrando uma segurança defensiva que ainda não havia exibido e sendo peça importante no apoio ao ataque, chegando a deixar Allan em ótimas condições de marcar.
O “Motorzinho” Decide

Arias comemora gol do Palmeiras contra o São Paulo, no Morumbis, pelo Brasileirão — Foto: Marcello Zambrana/AGIF
O nome do jogo, contudo, foi Jhon Arias. Repetindo a boa atuação que teve contra o Botafogo, o colombiano foi o pulmão da equipe e a principal válvula de escape. Ele coroou a performance com um belo gol logo no início, aproveitando uma assistência precisa de Flaco López. Ali, o criticado “chutão” mostrou sua utilidade tática, pegando a defesa tricolor desprevenida.
Controle e Fortaleza Defensiva
Após abrir o placar, o Verdão ditou o ritmo. Enquanto congestionava o meio-campo são-paulino, o Palmeiras levava perigo em transições velozes, explorando as inversões de jogo que sempre encontravam um atacante livre. Embora tenha pecado ao não “matar” a partida — permitindo que o rival ganhasse fôlego no segundo tempo — a defesa alviverde se portou como uma fortaleza inexpugnável.
Gustavo Gómez anulou Calleri, e o goleiro Carlos Miguel mal foi acionado, provando que a “pressão” do São Paulo foi mais fruto do desgaste físico palmeirense do que de chances reais de gol.
O “Elogio” de Calleri
Após o apito final, a frustração do atacante Calleri resumiu o sentimento rival:
“Parabéns ao Palmeiras, jogou como sempre: gol aos 5 minutos e jogou do meio para trás… sempre jogando igual”, desabafou o argentino.
Para o torcedor palmeirense, a fala soa como música. Mesmo “jogando igual” ou de forma pragmática, o Alviverde segue sendo o time mais letal e regular do país. É essa eficiência que coloca o time na liderança isolada do Brasileirão antes da pausa para a Data Fifa.
Próximo Desafio
O Palmeiras agora terá tempo para recuperar o elenco e ajustar o desgaste físico. O time volta a campo apenas no dia 2 de abril, quinta-feira, contra o Grêmio, às 21h30, na Arena Barueri.
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