Brasil cai no campo de batalha com os EUA para tentar derrubar tarifaço de até 37,5%

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Diálogo entre Brasil e EUA renasce após papo por telefone entre Lula e Trump.

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Imagem: Divulgação

A segunda-feira (31) começa movimentada nas relações entre Brasil e Estados Unidos. O ministro interino do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante do Escritório Comercial norte-americano (USTR), Jamieson Greer, têm encontro marcado às 14h30, por videoconferência.

Em pauta:

Colocar as cartas na mesa para tentar destravar o comércio entre os dois países.

A conversa ocorre depois do baque provocado pelo governo de Donald Trump, que pesou a mão nas taxas e empurrou uma sobretaxa que pode chegar a 37,5% sobre produtos brasileiros. A volta das negociações só saiu do papel após o telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para Trump, no último dia 21 de agosto, abrindo o caminho para o diálogo.

Entenda a bronca do tarifaço

O “imposto extra” cobrado pelos americanos é dividido em duas partes que pesam no bolso:

Sobretaxa de 25%:

 Aplicada após uma investigação comercial dos EUA com base na chamada Seção 301 da lei americana.

Sobretaxa de 12,5%:

Criada pelo governo americano sob a alegação de que o Brasil não teria endurecido o jogo contra o trabalho escravo.

Brasil reagiu e avisou que pode dar o troco

Enquanto tenta resolver na conversa, o governo brasileiro não ficou de braços cruzados. Desde o dia 13 de agosto, o Brasil acionou o mecanismo de reciprocidade e notificou formalmente os órgãos de Comércio e Estado dos EUA. Na prática, a legislação autoriza o país a dar a resposta na mesma moeda e aplicar sanções para defender a indústria e os produtos nacionais contra medidas arbitrárias.

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