Imagens: Redes Sociais
Os crimes cometidos pelo Capitão da PM foram na região do município de Santa Cruz Cabrália.

A Justiça Militar acatou a denúncia do Ministério Público da Bahia (MPBA) e condenou o capitão da Polícia Militar, Fabrício Carlos Santiago dos Santos, a 21 anos, 1 mês e 27 dias de reclusão em regime fechado. Ele foi considerado culpado pelos crimes de corrupção passiva e peculato-desvio, praticados de forma continuada entre julho de 2023 e março de 2024, no município de Santa Cruz Cabrália, na Costa do Descobrimento.
A decisão também determinou a perda do cargo, posto e patente do oficial, além da suspensão de seus direitos políticos após o trânsito em julgado (quando não couberem mais recursos). O capitão segue preso na Coordenação de Custódia Provisória da Corregedoria da PM.
“Esquema mercantilizado de segurança pública”
A ação penal foi movida pelo Gaeco Sul (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Segundo as investigações, o oficial utilizava a estrutura da 4ª Companhia de Santa Cruz Cabrália para atender a interesses privados.
O capitão cobrava valores para direcionar o policiamento ostensivo a propriedades particulares — incluindo uma fazenda na região. A fraude foi desmascarada por meio de provas técnicas, documentais e testemunhais que comprovaram que:
Uso indevido da estrutura: Viaturas, combustíveis e policiais em serviço eram desviados para fazer a segurança patrimonial privada da fazenda.
Provas fotográficas: O próprio capitão tirava fotos das viaturas estacionadas na propriedade para provar ao contratante que o “serviço” estava sendo feito.
Sem autorização: Não havia qualquer pedido formal ou autorização do batalhão para a presença dos policiais na área.
Pagamentos via Pix
O relatório técnico do Gaeco identificou transferências bancárias via Pix diretamente para as contas do capitão e de uma empresa ligada à família dele. Os valores comprovados documentalmente somam pelo menos R$ 17 mil, mas conversas analisadas apontam que o total movimentado no esquema ilícito chega a cerca de R$ 21,5 mil.
Em sua defesa, o réu admitiu que as mensagens e os comprovantes eram reais, mas alegou que o dinheiro se tratava de um “apoio operacional”. O argumento foi rejeitado pela Justiça, que apontou a existência de um verdadeiro comércio ilegal da segurança pública na região.
Histórico de condenações
Esta não é a primeira condenação do oficial. O capitão já havia sido condenado por corrupção em outro processo de 2025, ocasião em que também foi determinada a perda de seu cargo por cobrar propina para liberar festas de “paredão” de som automotivo na mesma região do extremo sul baiano.
ItapebiAcontece – Com informações de MPBA

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