Elenco palmeirense comemora classificação para a final da Libertadores — Foto: Marcos Ribolli
Garantido em mais uma final sob o comando de Abel Ferreira, Verdão supera sustos e faz o NuBank explodir em festa após classificação nos pênaltis contra o Fluminense.

Carlos Miguel – Palmeiras x Fluminense – Semifinal – Libertadores – Nubank Parque — Foto: Marcos Ribolli
O Palmeiras garantiu presença em mais uma decisão da Conmebol Libertadores e disputará no dia 28 de novembro a sua oitava final na história do torneio. O feito chama atenção pela dominância recente: quatro dessas decisões vieram nas últimas sete edições, todas sob o comando do técnico português Abel Ferreira.
A dramática classificação nos pênaltis contra o Fluminense, após a derrota por 1 a 0 no tempo normal, reforçou a forte aura competitiva que o Verdão carrega no maior palco do futebol continental.
Do encantamento ao sufoco: a trajetória palmeirense
Desde 2020, o Palmeiras já alcançou fases decisivas exibindo diferentes facetas: seja com futebol envolvente, campanhas avassaladoras ou na base do sufoco. A edição atual se encaixa exatamente no perfil de superação.
Sem encher os olhos do torcedor, o Alviverde avançou em segundo lugar no seu grupo, superou o Cerro Porteño com placar magro nas oitavas e contou com o brilho do goleiro Carlos Miguel, decisivo nas disputas de pênaltis contra a LDU nas quartas e, agora, contra o Fluminense na semifinal.
HISTÓRICO DE FINAIS DA LIBERTADORES (PALMEIRAS)
58 ANOS (1961 – 2019) │ 7 ANOS (2020 – 2026)
│ 4 Finais │ 4 Finais │
│ (1961, 1968, 1999, 2000) │ (2020, 2021, 2025, 2026) │
A frequência de decisões alcançada pelo clube é impressionante. Para efeito de comparação, entre 1961 e 2019 o Palmeiras disputou quatro finais. Sob a Era Abel Ferreira (2020 a 2026), a equipe igualou o número histórico de decisões em apenas sete anos.
Drama no NuBank e decisão na marca da cal
Na partida de volta da semifinal, a resiliência palmeirense voltou a ser testada. Jogando com a vantagem do empate, o time de Abel Ferreira manteve o controle tático na maior parte do tempo, mas encontrou dificuldades para criar jogadas ofensivas. Jogadores como Andreas Pereira, Arias e Flaco López pouco ameaçaram o goleiro Fábio.
A postura defensiva e o cansaço na reta final acabaram custando caro. Aos 36 minutos do segundo tempo, Hércules aproveitou o espaço na entrada da área e marcou o gol do Fluminense, O gol gerou apreensão nas arquibancadas do Allianz Parque, refletindo a postura excessivamente cautelosa admitida pelo próprio Abel Ferreira após o apito final.
“Hoje somos uma equipe mais confiante nas penalidades. A aura construída por este grupo na Libertadores não pode ser normalizada.”
Assim como nas quartas de final, a vaga foi decidida nas cobranças de pênalti. Carlos Miguel voltou a brilhar com uma defesa crucial, e Marlon Freitas converteu a última cobrança para selar a vaga e transformar a tensão no estádio em puro êxtase.
Em busca do Tetra Continental
Mesmo ciente de que precisará apresentar um futebol mais consistente para conquistar o título no dia 28 de novembro, o Palmeiras provou mais uma vez que sabe caminhar no limite em jogos decisivos.
O Verdão vai em busca do seu tetracampeonato da Libertadores — que pode ser a terceira taça sob a batuta de Abel Ferreira. Jogando bem ou no sufoco, a equipe alviverde construiu uma casca vitoriosa que continua fazendo história na América do Sul.
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