Delegado preso na Bahia clonou placa de caminhonete apreendida para burlar a Corregedoria

4 2

Odilson foi preso em flagrante Imagens; Imagens: Reprodução web

Caminhonete fazia parte de um inquérito sob responsabilidade do próprio delegado.

1 17

O Caso

O delegado Odilson Pereira Silva acabou atrás das grades após ser flagrado utilizando, para fins pessoais, uma caminhonete de luxo que havia sido apreendida em um inquérito comandado por ele mesmo. As informações, apuradas e confirmadas pela Justiça, revelam que o policial ainda tentou enganar a Corregedoria adulterando a identificação do veículo.

Tentativa de drible na Corregedoria

A caminhonete, uma Hilux prata, circulava com a placa de um outro carro (uma Volkswagen Saveiro). Quando os agentes da Corregedoria chegaram para a fiscalização, a situação tomou proporções ainda mais graves.

Segundo fontes policiais, ao perceber a abordagem, o delegado fechou o portão de sua casa, impedindo a visão da equipe por alguns minutos. Aproveitando esse intervalo, ele retirou a placa falsa para tentar apagar os rastros da irregularidade. No entanto, a manobra falhou: a peça adulterada foi encontrada logo depois, escondida dentro da própria caminhonete.

2 10

A versão da defesa

Os advogados do delegado apresentaram uma versão que não convenceu a Justiça: alegaram que a esposa de Odilson havia “encontrado a placa na rua” e tinha a intenção de devolvê-la ao verdadeiro dono. O argumento foi derrubado pelas provas reunidas, em especial pelos depoimentos dos policiais e por um vídeo gravado no momento da diligência, que mostrava a placa irregular já instalada no veículo.

Uso familiar e risco às investigações

Para a Justiça, a situação vai muito além de uma simples infração de trânsito. O juiz destacou a gravidade concreta de um delegado usar um veículo apreendido sob sua guarda para o conforto pessoal e familiar.

A decisão judicial apontou ainda que a soltura do delegado representaria um risco real para o andamento das investigações. Por ter poder e acesso privilegiado aos sistemas de informação da polícia, Odilson poderia destruir provas, influenciar investigadores subordinados a ele e combinar versões.

Crimes e prisão preventiva decretada

Diante das provas (como o auto de apreensão, consultas ao sistema Sinesp e o pedido de perícia), o juiz rejeitou o pedido de fiança feito pela defesa e atendeu ao Ministério Público, decretando a prisão preventiva do delegado para garantir a ordem pública.

Odilson Pereira Silva agora é investigado por três crimes principais:

Adulteração de sinal identificador de veículo automotor;

Fraude processual;

Peculato (crime que ocorre quando um funcionário público se apropria de um bem que está sob sua guarda).

O caso segue para o juízo competente, que avaliará os próximos passos do processo criminal.

ItapebiAcontece – As informações são do Jornal Correio 24 horas