Imagens: Reprodução web
Voo fez escala técnica em Guayaquil antes de seguir viagem; passagem pela Argentina na noite de terça (27) foi confirmada por autoridades.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acompanhado de sua esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e das duas filhas do casal, ingressou na Argentina na noite desta terça-feira (27). A travessia ocorreu por volta das 22h50 pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, segundo informações confirmadas pela Direção Nacional de Migrações da Argentina.
Em nota oficial, o órgão argentino informou que a família apresentou documentação válida de viagem e não possuía impedimentos legais para ingressar no país, registrando a passagem sem qualquer incidente.
Pouco depois do ingresso no país vizinho, por volta das 23h30, a comitiva embarcou em um voo privado da empresa Baires Fly S.A., operado por uma aeronave Gulfstream G400 (matrícula LV-JQW). O avião decolou do aeroporto de Puerto Iguazú no início da madrugada desta quarta-feira (28), por volta da 0h20, com destino inicial a Guayaquil, no Equador.
Rota alternativa e monitoramento de voo

A aeronave pousou em solo equatoriano pouco antes das 6h para uma escala técnica de reabastecimento. Em seguida, decolou com destino a Miami, nos Estados Unidos, em um trajeto estimado em cerca de 3h45.
Segundo o piloto Mauro Mattosinho, que acompanha a movimentação aérea na região, a escolha por fazer escala em Guayaquil ocorreu porque o avião adotou uma rota alternativa que evitou o espaço aéreo brasileiro, o que aumentou o consumo de combustível e impediu um voo direto.
A movimentação da aeronave atraiu intensa atenção internacional. De acordo com a plataforma FlightRadar24, o deslocamento foi o mais acompanhado no mundo ao vivo durante a madrugada, registrando quase 4 mil espectadores simultâneos por volta das 5h30.
Veículos de imprensa da Argentina reportaram que uma van branca chegou ao aeroporto de Puerto Iguazú no final da noite de terça-feira, mas os ocupantes não puderam ser identificados no momento. A empresa Baires Fly foi procurada pela imprensa internacional, mas não se manifestou de imediato sobre o fretamento do voo.
Repercussão política e denúncia na Justiça

A movimentação de Flávio Bolsonaro ocorre após o resultado do segundo turno das eleições, no qual foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Inicialmente, o parlamentar havia afirmado que contestaria a votação e criticado a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a entrega de passaportes. Posteriormente, gravou um vídeo afirmando que permaneceria no país para liderar a oposição.
No entanto, o paradeiro do senador era desconhecido por aliados próximos e por seu próprio coordenador de campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN).
Em Washington, o ex-presidente americano Donald Trump declarou na noite de terça-feira que aprovaria a entrada de Flávio nos Estados Unidos, embora não soubesse onde o aliado se encontrava no momento. Uma fonte do Departamento de Estado americano confirmou à Folha de S.Paulo que o governo dos EUA concederá vistos ao senador e à sua família, autorizando a permanência no país.
Na Argentina, o caso gerou desdobramentos judiciais. A deputada argentina Marcela Pagano formalizou uma denúncia criminal ao Ministério Público Federal em Puerto Iguazú para que a Justiça investigue a entrada da família Bolsonaro no país e a logística montada para a viagem rumo aos Estados Unidos.
“Se ele entrou, alguém o deixou entrar. A fronteira argentina não é um corredor VIP de ninguém, e as decisões da Justiça de um país parte do Mercosul merecem respeito e cooperação, não cumplicidade”, afirmou a parlamentar.
ItapebiAcontece — Com informações da Folha de S.Paulo


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