Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e candidato à reeleição • Foto: Ricardo Stuckert
Escolha do podcast segue em negociação, com a possibilidade de uma transmissão conjunta entre diferentes veículos.

• Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja conceder uma entrevista a um podcast nesta quinta-feira (1º), no mesmo horário em que a TV Globo realiza o último debate presencial entre os candidatos à Presidência antes do primeiro turno.
Segundo interlocutores da campanha do candidato à reeleição, o formato e o veículo final ainda estão em negociação. Uma das principais alternativas em discussão é a participação de Lula em um pool — uma sabatina transmitida simultaneamente por um conjunto de canais digitais.
Se confirmada a ausência, o petista repetirá a tática adotada no primeiro debate da campanha, quando deu entrevista à TV Record durante o encontro promovido pela Band. Aliados afirmam que Lula calculou os riscos do desfalque no evento decisivo e avalia que o não comparecimento não trará um “prejuízo fatal” à sua candidatura.
Estratégia e bastidores do QG petista
A leitura interna do PT é de que Lula se tornaria o alvo central dos adversários caso estivesse presente — dinâmica comum a líderes nas pesquisas de intenção de voto. Para compensar a ausência, a campanha aposta que nomes da “terceira via” direcionem seus ataques ao seu principal opositor, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A confirmação da presença de Flávio no debate é vista pelo entorno do presidente como uma manobra para pressioná-lo a comparecer. Paralelamente, aliados de Lula apontam que o senador tenta evitar um embate direto com Renan Santos (Missão), cujo tom belicoso é considerado uma ameaça pela campanha bolsonarista. Bastidores indicam que a ida de Flávio ao evento estaria condicionada à ausência do empresário.
Embora uma ala da campanha recomendasse a presença do presidente no encontro da Globo, Lula já manifestou restrições ao formato atual dos debates na TV, classificando o modelo como “caduco”. Prevaleceu entre boa parte do comitê a tese de que o mais prudente é poupar o mandatário e priorizar eventuais confrontos diretos apenas em um segundo turno.
ItapebiAcontece – Com informações da CNN Brasil






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