Imagem: Jornal da Record
Profissional da saúde teria liberado os documentos a funcionários de uma mesma firma sem realizar avaliações prévias.

O caso é investigado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) – Foto: Marcelo Leal/Unsplash
Um caso impressionante de emissão irregular de atestados médicos está sob intensa investigação do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), do Ministério Público e da Polícia Civil. O médico Genário Elias é acusado de emitir 8.655 atestados falsos apenas este ano, atendendo a funcionários de uma mesma empresa.
Entenda o caso
Volume impressionante: Todos os 8.655 atestados foram destinados a colaboradores de uma única empresa — que conta com 12 mil funcionários. A manobra resultou em mais de 18 mil faltas ao trabalho.
Falsa consulta por R$ 37,50:
A fraude ocorria via plataforma online de telemedicina. Pelo valor de R$ 37,50, o paciente conseguia o afastamento sem passar por qualquer avaliação médica real. Apesar da irregularidade, o documento era emitido com QR Code e CRM válido.
Fábrica de atestados:
Levantamentos revelaram uma rotina de emissão incompatível com a prática médica, com intervalos de menos de um minuto entre as emissões. Além disso, as clínicas vinculadas aos endereços do médico não funcionavam nos locais indicados.
Consequências e desdobramentos legais
Para o médico:
Genário Elias responde a um inquérito policial sob suspeita de falsidade de atestado médico — crime que prevê pena de 1 a 5 anos de reclusão —, além de ser alvo de processo ético-disciplinar no Cremesp.
Para os trabalhadores:
Os funcionários que apresentaram os documentos falsos ou irregulares podem ser demitidos por justa causa (por ato de improbidade) e também responder criminalmente na Justiça pelo uso de documento falso.
ItapebiAcontece

Deixe uma resposta