MISTÉRIO RESOLVIDO: Naufrágio do navio ‘Belmonte’ (1941) é identificado no litoral de Salvador

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Trabalho de campo iniciado em 2018 uniu arquivos históricos e tecnologia subaquática para resgatar a memória do navio.

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Uma importante página da história marítima da Bahia acaba de ser resgatada do fundo do mar. Uma equipe de mergulhadores brasileiros confirmou a identificação dos destroços do navio mercante “Belmonte”, naufragado em 1941 no litoral do estado.

A confirmação é fruto de uma minuciosa investigação iniciada em 2018, que combinou pesquisa documental, relatos históricos, mapeamento subaquático e diversas expedições de campo.

Na época do naufrágio, o “Belmonte” cumpria uma rota comercial estratégica para a economia sul-baiana, transportando sacas de cacau e café partindo dos portos de Belmonte e Ilhéus com destino à capital, Salvador.

O achado lança luz sobre a navegação de cabotagem que movimentava a riqueza da região durante a Primeira Metade do Século XX.

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Resumo da Descoberta

O Naufrágio (1941):

O navio desapareceu enquanto navegava pela rota costeira baiana, levando consigo uma valiosa carga agrícola.

A Carga:

A embarcação estava carregada com cacau e café, os dois principais motores econômicos do Sul da Bahia no período.

O Processo de Identificação (2018–Atual):

O trabalho exigiu anos de cruzamento de arquivos históricos com tecnologia de escaneamento subaquático e mergulhos técnicos de exploração.

A Rotas Mercantes na Bahia dos Anos 1940

Durante a década de 1940, o transporte marítimo de cabotagem (entre portos do mesmo país) era a principal via para o escoamento da produção agrícola do Sul da Bahia.

Sem estradas rodoviárias estruturadas, os navios mercantes enfrentavam a navegação costeira para conectar os centros produtores aos grandes portos de exportação e consumo.

Principais Portos

Belmonte, Ilhéus, Caravelas e Salvador

Cargas Predominantes

Cacau, café, madeira e gêneros alimentícios

Desafios da Navegação

Recifes de corais, falta de radares modernos e o contexto geopolítico da Segunda Guerra MundialComo Funciona a Identificação Técnica de um

Naufrágio

Identificar uma embarcação afundada há mais de 80 anos exige um protocolo rigoroso que vai além do simples mergulho:

Pesquisa Histórica e Arquivística:

Levantamento de diários de bordo, jornais da época, registros portuários e coordenadas estimadas do desaparecimento.

Varredura Tecnológica:

Uso de sonares de varredura lateral (side-scan sonar) e magnetômetros para mapear anomalias metálicas no leito marinho.

Checagem In Situ:

Mergulhadores descem até os destroços para registrar imagens e verificar características construtivas (tipo de hélice, caldeiras, máquinas e dimensões do casco).

Peças de Diagnóstico:

A confirmação definitiva ocorre ao localizar itens estruturais únicos ou numerações de série em equipamentos de bronze e ferro que coincidam com a planta original do navio.

ItapebiAcontece – Informações google.com