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Na 20ª finalização espanhola, Ferran Torres fuzila o gol de Dibu na prorrogação e consagra o futebol de domínio total. Argentina é vice pela quarta vez.

Título espanhol
Um gol de fúria. De quem não aguentava mais perder chances. Quando Ferran Torres fuzilou de canhota e colocou a segunda estrela no peito, o mundo, finalmente, voltou aos pés da Espanha.
Dezesseis anos depois, a Espanha volta a soltar o grito de campeã do mundo. Em uma final dramática e marcada pelo domínio absoluto dos europeus, a Fúria venceu a Argentina por 1 a 0 neste domingo, no MetLife Stadium, nos Estados Unidos. O herói do título foi Ferrán Torres, que balançou as redes no início do segundo tempo da prorrogação para furar a muralha de Dibu Martínez e carimbar a segunda estrela no peito espanhol.
Pressão espanhola e Argentina acuada O jogo começou em alta voltagem. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal deu o primeiro susto em chute rasteiro defendido por Dibu Martínez. A Argentina tentou responder imediatamente com Messi, lançado por Julián Álvarez, mas o goleiro Unai Simón antecipou a jogada com precisão. A partir daí, a Espanha ditou o ritmo através da posse de bola. Embora o confronto tenha passado por um período morno, a Fúria assustou antes do intervalo com finalizações de Oyarzabal e Cucurella, enquanto os atuais campeões sofreram para quebrar as linhas adversárias e fecharam o primeiro tempo sem chutar a gol.
O bombardeio e o cartão vermelho Na segunda etapa, a tônica se manteve. A Espanha empilhou chances com Baena, Dani Olmo, Ferrán Torres e Pedri — todos parando em grandes intervenções de Dibu Martínez. A pressão aumentou na reta final: o zagueiro Cubarsí soltou uma bomba de longe e, aos 47 minutos, a situação argentina piorou quando Enzo Fernández cometeu falta dura no jovem defensor espanhol, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. No último lance do tempo normal, Yamal quase decidiu em cobrança de falta, mas o goleiro argentino garantiu a prorrogação.
Drama no tempo extra e o gol do título Mesmo exausta, a Espanha seguiu sufocando no tempo extra. Nico Williams parou em milagre de Dibu e, logo depois, teve um gol anulado por falta de Merino na origem do lance. Merino ainda quase marcou de cabeça antes do fim do primeiro tempo suplementar.
A insistência foi recompensada logo no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro cruzou da direita, Nico Williams escorou de cabeça para o meio e Ferrán Torres chegou fuzilando de canhota: 1 a 0. Ferrán ainda teve outro gol anulado por impedimento minutos depois. Nos instantes finais, a Argentina buscou o milagre no coração; em trama de Messi e Simeone, Tagliafico quase empatou, mas a zaga espanhola travou no momento exato, garantindo a taça e a consagração da equipe de Luis de la Fuente.
Ficha Técnica
- Placar: Espanha 1 x 0 Argentina
- Torneio: Copa do Mundo de 2026 (Final)
- Data e Local: 19/07/2026, MetLife Stadium (Nova Jersey, EUA)
- Público: 80.663 presentes
- Gol: Ferrán Torres (1′ do 2ºT da prorrogação)
- Cartões Amarelos: Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Mac Allister e Lionel Scaloni (ARG)
- Cartão Vermelho: Enzo Fernández (ARG)
- Arbitragem: Slavko Vincic (Eslovênia), auxiliado por Tomaz Klancnik e Andraz Kovacic. VAR: Bastian Dankert (Alemanha).
Escalações
- Espanha: Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). Técnico: Luis de la Fuente.
- Argentina: Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul (Simeone) e Messi; Nico González (Paredes) e Julián Álvarez (Senesi). Técnico: Lionel Scaloni.
Análise da Partida A final da Copa do Mundo de 2026 consagrou a consistência coletiva da Espanha frente à resiliência defensiva da Argentina. Desde os primeiros movimentos, a seleção espanhola buscou o gol com Yamal e controlou o meio-campo. A Argentina, muito dependente de escapadas longas para Messi e Julián Álvarez, pecou na transição ofensiva e não finalizou a gol nos primeiros 45 minutos.
No segundo tempo, a Espanha transformou o domínio em um bombardeio. Dibu Martínez se consolidou como o nome do jogo para os sul-americanos, parando as tentativas de Baena, Olmo, Pedri e Cubarsí. O cenário do jogo mudou definitivamente nos acréscimos regulamentares, quando Enzo Fernández foi expulso pelo segundo cartão amarelo após falta em Cubarsí, deixando os comandados de Lionel Scaloni em desvantagem numérica.
A prorrogação foi um teste de resistência. Após gol anulado de Nico Williams e cabeçada perigosa de Merino, a Espanha chegou ao gol decisivo no primeiro minuto da etapa final do tempo extra. A jogada aérea funcionou: cruzamento de Pedro Porro, assistência de cabeça de Nico Williams e finalização precisa de Ferrán Torres de perna esquerda. Nos minutos finais, a Argentina abriu mão da organização e pressionou no abafa, assustando em descida de Simeone cortada pela defesa e em finalização alta do próprio atacante após escanteio de Messi, mas a Espanha segurou o resultado para faturar o bicampeonato.
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