Imagem: Reprodução web
Após quatro anos de preparação intensa, Maria Clara Dutra celebra a conquista da vaga em Engenharia da Computação e reflete sobre o sucesso de ser aceita em diversas instituições americanas.

Maria Clara exibe medalhas que ganhou em diversas Olímpiadas — Foto: Arquivo pessoal
Aos 19 anos, Maria Clara Dutra embarca este mês para Dakota do Sul para cursar Engenharia da Computação, após colecionar aprovações em instituições americanas e federais brasileiras.
O que começou como uma curiosidade despretensiosa ao assistir a um vídeo na internet transformou-se em uma conquista histórica para a educação do sudoeste baiano. Maria Clara Dutra, uma jovem de 19 anos natural de Itarantim, está de malas prontas: no dia 31 de janeiro, ela embarca para os Estados Unidos para cursar Engenharia da Computação na Augustana University, em Dakota do Sul.
Uma trajetória de dedicação
Formada pelo Colégio Estadual de Tempo Integral Adinália Pereira de Araújo, Maria Clara concluiu o ensino médio em 2023, mas sua preparação começou muito antes. “Era uma coisa que eu nunca tinha visto na minha cidade ou na região. Parecia muito distante”, revelou a estudante em entrevista ao g1.
Para alcançar o sonho, ela não apenas brilhou no cenário internacional, sendo aprovada em sete universidades norte-americanas, mas também dominou os vestibulares brasileiros. A jovem garantiu vagas em cursos concorridos de Engenharia na UFRJ, UFPR, PUC-RS, PUC-PR e PUC-MG.
O rigoroso processo seletivo americano
Diferente do modelo brasileiro, focado apenas em provas de larga escala, o ingresso nas universidades dos EUA exige um currículo multifacetado. Maria Clara precisou apresentar:
Notas escolares excelentes desde o 9º ano;
SAT (Scholastic Assessment Test): O principal vestibular americano;
Proficiência em inglês e cartas de recomendação;
Atividades extracurriculares e redações pessoais (essays).
Apoio da base: A importância da escola pública
O sucesso de Maria Clara é também um reflexo do apoio que recebeu em sua cidade natal. O diretor do Colégio Adinália Pereira de Araújo, Amisson Nunes, e o corpo docente foram pilares fundamentais, auxiliando desde a inscrição em olimpíadas de conhecimento até a disponibilização de computadores para a realização das provas.
A dedicação rendeu frutos concretos: Maria Clara acumulou medalhas de prata e bronze, além de menções honrosas, na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), Olimpíada Canguru de Matemática e na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC).
O futuro na tecnologia
A escolha pela Engenharia da Computação foi estratégica. “É um país muito forte nessa área, com muitas oportunidades em grandes empresas e centros de tecnologia”, explica a jovem. Embora tenha sido aceita em áreas como Matemática e Engenharia Aeroespacial, ela vê na computação o caminho para uma carreira de impacto global.
A trajetória de Maria Clara serve como inspiração para milhares de jovens do interior da Bahia, provando que, com apoio e dedicação, as fronteiras para o conhecimento não têm limites.
ItapebiAcontece / Stúdio Salvador Com informações do g1






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