Jogadores do Palmeiras comemoram gol contra o Inter — Foto: Maxi Franzoi/AGIF
“Com três vitórias consecutivas usando a mesma formação, o Verdão assume a ponta após bater o Inter fora de casa; setor defensivo, porém, ainda requer ajustes na proteção da área.”

Jogadores do Palmeiras comemoram após a vitória sobre o Inter — Foto: Maxi Franzoi/AGIF
O Palmeiras de Abel Ferreira deu uma demonstração de força e evolução tática nesta quinta-feira. Ao repetir a escalação pela terceira vez consecutiva, o Verdão manteve os 100% de aproveitamento com sua formação atual, batendo o Internacional por 3 a 1 em Porto Alegre. O resultado isolou a equipe na ponta da tabela após três rodadas, sinalizando que o atual elenco finalmente “embalou”.
Construção pelo chão e o ritmo de Marlon Freitas
Diferente de temporadas anteriores, onde a bola longa era a principal arma, o Palmeiras mostrou repertório ao valorizar a posse de bola e a construção por baixo. O grande destaque foi a dupla Marlon Freitas e Andreas Pereira.
Marlon ditou o ritmo do jogo, recuando entre os zagueiros para iniciar as jogadas e terminando a partida como líder de passes certos (37). Já Andreas, embora tenha tocado menos na bola, foi fundamental na articulação interna, permitindo que o Palmeiras dominasse a posse de bola (52%) em pleno Beira-Rio durante a etapa inicial.
Pontos Fortes e Ajustes Defensivos

Abel Ferreira após a vitória do Palmeiras sobre o Internacional — Foto: Maxi Franzoi/AGIF
A vitória foi construída com um mix de armas novas e antigas:
Bola Parada: O placar foi aberto com a precisão de Andreas Pereira em escanteio aproveitado por Gustavo Gómez.
Individualidade: Vitor Roque, que vinha de atuação apagada no Dérbi, mostrou poder de reação ao construir sozinho a jogada do segundo gol, castigando a defesa colorada com sua força física.
Apesar do domínio, o setor defensivo ainda acende um alerta. O gol de empate do Inter expôs uma dificuldade recorrente na marcação baixa, especialmente no encaixe pelo lado esquerdo com Piquerez e Mauricio. Entretanto, a evolução é visível: mesmo com 24 finalizações do Inter, a maioria foi fruto de uma pressão desordenada no fim do jogo, sem exigir grandes milagres do goleiro Carlos Miguel.
O “11 Ideal” e o Fôlego do Banco

A vitória foi selada com a força do elenco. Quando o time titular sentiu o cansaço da sequência de jogos, as substituições de Abel funcionaram. Luighi e Lucas Evangelista entraram bem e participaram da jogada que culminou no gol de Andreas Pereira, matando a partida.
Atualmente, o Palmeiras parece ter encontrado sua espinha dorsal:
Carlos Miguel; Khellven, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Marlon Freitas, Andreas Pereira, Mauricio e Allan; Flaco López e Vitor Roque.
Com o retorno iminente de reforços como Arias e Paulinho, o líder do Brasileirão projeta um horizonte ainda mais promissor para a sequência da temporada.
ItapebiAcontece com informações do ge






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