Imagens: Reprodução web
Palmeiras dá show de inteligência, afasta crise e carimba liderança antes da Copa.

Antes de a bola rolar para o clássico entre Flamengo e Palmeiras no Maracanã, o clima era de pura tensão para o técnico Abel Ferreira. Vivendo seu momento de maior pressão em 2026, o comandante português fez questão de manifestar sua gratidão ao torcedor alviverde na entrevista pré-jogo.
O cenário não era fácil: vindo de três empates seguidos no Brasileirão — que encurtaram a gordura na liderança — e uma derrota amarga que complicou a vida do time na Conmebol Libertadores, Abel ousou ao repetir a contestada escalação com três volantes, a mesma utilizada contra o Cerro Porteño. Para a torcida, o fantasma de mais um tropeço parecia real.
O paredão alviverde e a virada de chave
Nos primeiros minutos, o plano de jogo parecia fadado ao fracasso. Recuado e cometendo muitos erros, o Verdão viu o Flamengo sufocar. Foi aí que brilhou a estrela do goleiro Carlos Miguel. Com pelo menos duas defesas milagrosas, ele segurou o rojão e mudou o destino da partida — uma revanche pessoal para quem havia estreado justamente contra o Rubro-Negro no ano passado em um cenário bem diferente.

O panorama do jogo mudou drasticamente com a expulsão de Carrascal, que desferiu um pontapé em Murilo. Mesmo em vantagem numérica, o Palmeiras ainda bateu cabeça nos primeiros 15 minutos, flertando com a apatia das partidas anteriores.
A engrenagem só funcionou graças ao talento individual:
Marlon Freitas, o motorzinho do meio-campo, achou um passe espetacular para Allan.
Com categoria, Allan escorou de calcanhar para Flaco López.
O artilheiro e jogador mais decisivo do Palmeiras em 2026 não perdoou e abriu o caminho do triunfo.

Inteligência tática e quebra de tabus
No segundo tempo, o Palmeiras deu uma aula de pragmatismo. Sabendo que o Flamengo se lançaria desesperado ao ataque, o Verdão teve paciência cirúrgica para encaixar os contra-ataques. Foi assim que nasceram os gols de Allan e Paulinho, sacramentando a vitória. Mais do que a obrigação, foi uma demonstração de inteligência para derrubar um rival direto de altíssimo nível.
A noite no Maracanã foi perfeita e histórica:
Fim do jejum:
Primeira vitória sobre o Flamengo no Brasileirão desde 2017.
Fim do tabu carioca:
O Palmeiras não vencia o rival no Rio de Janeiro há 11 anos.
Topo do Brasil:
Garantia da liderança isolada antes da pausa para a Copa do Mundo.
O desabafo de Abel Ferreira

Após o apito final, Abel Ferreira comentou sobre a montanha-russa de emoções que é comandar o clube paulista e minimizou as cobranças recentes.
“Existe admiração, carinho e respeito do treinador pela torcida. Entendo que quando não há resultado a cobrança exista. Minha promessa junto à diretoria e jogadores é sempre fazer o melhor para entregar o que entregamos três meses atrás, quando todos nos abraçamos. Passados três meses, se perde um jogo, depois de 17 partidas invicto, a cobrança vem. Mas isso é bom para o nosso time.
No Palmeiras só tem uma solução: ganhar.
Se não ganha, a cobrança vem”, desabafou o técnico.
Próximo passo: A paz definitiva na Libertadores
Agora, resta apenas um objetivo para selar a paz absoluta entre Abel e a torcida antes do recesso: carimbar a classificação para as oitavas de final da Libertadores no Grupo F. O futebol apresentado no Maracanã pavimentou o caminho, mas a vaga continental é o carimbo que o treinador precisa para sair de férias em total harmonia com as arquibancadas.
ItapebiAcontece – As Informações são do GE






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