Ponte Salvador-Itaparica: Obra ganha fôlego com autorização para dragagem na Baía de Todos-os-Santos

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Imagens: Reprodução web

Com aval do Inema, consórcio obtém licença ambiental necessária para iniciar as obras da ponte.

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O projeto da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica deu um passo importante esta semana. O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) autorizou a realização da dragagem na Baía de Todos-os-Santos, etapa considerada vital para o início das intervenções marítimas.

A autorização, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), tem validade de três anos. Com ela, a concessionária responsável pela obra poderá retirar cerca de 3,7 milhões de metros cúbicos de sedimentos do fundo da baía, atingindo profundidades de até 15 metros.

O que é a dragagem e por que ela é essencial?

A dragagem é o processo de limpeza e remoção de areia, lama e outros materiais do fundo do mar. Na prática, essa etapa “prepara o terreno” submerso. Sem esse procedimento, é impossível instalar os pilares e as colossais estruturas de sustentação que manterão a ponte de pé.

A obra já começou?

Ainda não. Embora a dragagem seja um avanço técnico e ambiental significativo, a construção propriamente dita está prevista para começar em 4 de junho de 2026.

Atualmente, o projeto encontra-se na fase final de estudos, com sondagens de solo e montagem do canteiro de obras. A expectativa é que o complexo seja entregue em 2031.

Logística: Equipamentos chineses a caminho

A estratégia de construção prevê que os trabalhos comecem pelo vão central da baía. Para isso, uma logística internacional já está em curso:

Chegada de equipamentos: Na segunda quinzena de maio, chegam de navio, vindos da China, maquinários pesados e uma plataforma operacional de última geração.

Função da plataforma: Essa estrutura funcionará como uma base móvel para transportar trabalhadores e materiais, otimizando o tempo e reduzindo a dependência de barcos menores.

O que muda agora?

Para quem observa de fora, a rotina da baía ainda não muda drasticamente. No entanto, o aval do Inema é um “sinal verde” jurídico e ambiental que mostra que o cronograma está sendo cumprido. A concessionária deverá seguir regras rigorosas de preservação ambiental durante todo o processo, sob risco de multas e paralisações.

ItapebiAcontece | Com informações do Jornal A Tarde