Imagens: Reprodução web
“Gestores alertam que custos atuais podem inviabilizar festas e sugerem a criação de tabelas de preços ou critérios de gastos para proteger as finanças de pequenos municípios.”
A explosão nos custos das festas juninas acendeu um alerta vermelho entre os gestores municipais da Bahia. Diante da dificuldade em equilibrar as contas, a União dos Municípios da Bahia (UPB) colocou como prioridade para 2026 a abertura de um diálogo com órgãos de controle, como o Ministério Público (MP) e o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), para estabelecer critérios e parâmetros nas contratações artísticas.
O risco da inviabilidade
O presidente da UPB e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso, defende que é o momento de criar uma tabela de referência, especialmente para proteger o orçamento das cidades menores. Ele aponta disparidades injustificáveis nos valores cobrados por uma mesma atração em cidades vizinhas.
“Não é razoável um município contratar uma banda por R$ 600 mil e o vizinho pagar R$ 400 mil. Isso precisa ser alinhado com os órgãos de fiscalização para trazer segurança jurídica”, afirmou Cardoso.
Já o prefeito de Jequié, Zé Cocá, foi ainda mais enfático ao projetar o fim das celebrações se nada for feito. Segundo ele, o custo de uma estrutura básica hoje supera o que se gastava com toda a festa antigamente. “Em até três anos, nenhum município baiano terá condições de realizar o São João”, alertou.
Inflação própria e valorização do tradicional
O prefeito de Riachão do Jacuípe, Carlos Matos, esclareceu que o movimento não é um ataque aos artistas, mas uma medida de sobrevivência financeira. Ele observa que o setor artístico criou um “indexador próprio” que ignora os indicadores econômicos oficiais, tornando os grandes eventos insustentáveis.
Como alternativa ao cenário de altos custos, a UPB sugere que o momento pode servir para:
Valorizar o forró tradicional: Focar em sanfoneiros e bandas de pé-de-serra;
Equilíbrio fiscal: Evitar o endividamento das prefeituras com atrações de peso;
Transparência: Estabelecer preços justos e auditáveis para o setor público.
Próximos passos
A UPB agora busca articular reuniões técnicas com o MP e o TCM. O objetivo é criar recomendações que garantam a transparência nas contratações e permitam que o São João — principal motor econômico e cultural do interior — continue acontecendo de forma sustentável e dentro da realidade financeira de cada município.
ItapebiAcontece – Com informações do Metro 1






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