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Unidos a Cristo: Entenda por que o sofrimento humano, alimentado pela fé, torna-se solo fértil para o amor cristão.

DA REDAÇÃO – Hoje, a Igreja Católica silencia para contemplar a Paixão e Morte de Jesus Cristo. Não se trata apenas de um luto histórico, mas de uma memória viva dos eventos que moldaram a fé cristã: a traição, o julgamento injusto, a tortura e a crucificação (cf. Jo 18,1-19). No entanto, o ItapebiAcontece nos recorda que, na ótica cristã, a Cruz não é um símbolo de derrota, mas o ápice de uma missão de amor.
O sentido da Paixão: Amor que se faz entrega
A palavra “Paixão” aqui assume seu significado mais profundo: o amor ardente que levou Jesus a abraçar o sofrimento pela salvação da humanidade. Em Cristo, a dor não é estéril. Ele nos ensina que o sofrimento, quando alimentado pela esperança e fruto da fé, deixa de ser inútil e passa a ser solo fértil para a vida nova.
Jesus não foi uma vítima passiva da maldade humana — do fanatismo, da arrogância das lideranças ou da indiferença política de Pilatos. Ele se manifestou como o Bom Pastor, aquele que entrega a vida livremente: “Ninguém tira a minha vida de mim, mas eu a dou por minha própria vontade” (Jo 10,18).
A Cruz como Escola de Fidelidade
Diferente de uma obediência vazia, o sacrifício de Jesus no Calvário foi um ato de fidelidade extrema ao Pai. “Não seja feita a minha vontade, mas a tua” (Lc 22,42) é a oração que ressignifica a dor. Enquanto muitos desistem diante das provações, Jesus é apresentado como o mestre da perseverança.
Suas quedas no caminho do Calvário e seus gritos de dor educam a nossa própria humanidade. Ele nos mostra que, mesmo na solidão mais profunda, o cristão nunca está só: “Eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20).
O Olhar na Ressurreição
A celebração de hoje só pode ser plenamente compreendida através da Ressurreição. Para Deus, o sofrimento tem uma finalidade de glória. A palavra final da Sexta-feira Santa não é o silêncio do sepulcro, mas a vitória que virá no domingo.
Valores em evidência nesta data:
O PERDÃO:
Jesus morre perdoando seus algozes, quebrando o ciclo do ódio.
A ESPERANÇA:
A entrega total nas mãos de Deus, o Todo-Poderoso.
A PERSERVENÇA:
A fidelidade comprovada através da prova.
Nesta Sexta-feira Santa, o convite é para que cada fiel olhe para as suas próprias cruzes não com desespero, mas com a certeza de que, em Deus, toda dor pode ser santificada e transformada em vida.
ItapebiAcontece | Com informações de Vatican News






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