Técnica de enfermagem e marido são presos por venda ilegal de abortivos na internet

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Imagens: Reprodução web

Carros de luxo, R$ 60 mil em dinheiro e 600 comprimidos são apreendidos em operação.

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC/Decor), deflagrou nesta quinta-feira (2) a “Operação Sexto Dia”. A ação teve como objetivo desmantelar um forte esquema nacional de venda ilegal de medicamentos abortivos pelas redes sociais.

As investigações apontam que o esquema era liderado por um casal, que utilizava pelo menos 15 perfis falsos na internet para anunciar os produtos e atrair pessoas interessadas em realizar abortos clandestinos. Após a análise de rastros digitais, a polícia localizou a residência dos suspeitos e cumpriu os mandados de busca e apreensão.

Técnica de enfermagem entre os envolvidos

Um dos detalhes que chamou a atenção dos investigadores é que a mulher, de 32 anos, trabalha como técnica de enfermagem em um hospital da rede pública de saúde do Distrito Federal. Diante disso, a PCDF abriu uma nova linha de investigação para apurar se os medicamentos abortivos eram roubados ou desviados diretamente do estoque do hospital onde ela exercia a profissão.

Carros de luxo e milhares de comprimidos apreendidos

Durante as buscas na residência do casal, os agentes encontraram um patrimônio incompatível e um volume expressivo de insumos. Foram apreendidos:

  • 600 comprimidos do medicamento abortivo;
  • R$ 60 mil em dinheiro espécie;
  • Dois veículos de luxo;
  • Sete aparelhos celulares (que passarão por perícia técnica).

Crime hediondo e pena de até 15 anos

A substância comercializada pelo casal tem a venda expressamente proibida no Brasil, sendo o seu uso restrito a ambientes hospitalares, sob rigorosa prescrição médica e apenas nos casos previstos em lei.

Por conta disso, os dois foram autuados por crime contra a saúde pública, com base no Artigo 273 do Código Penal. A infração é classificada como crime hediondo, e a pena pode chegar a até 15 anos de reclusão em caso de condenação.

Curiosidade sobre o nome: Segundo a PCDF, o nome “Operação Sexto Dia” é uma alusão ao livro de Gênesis, na Bíblia, que narra a criação da vida humana no sexto dia.

ItapebiAcontece – Com informações da Assessoria de Comunicação / DGPC / PCDF