Jogadores do Palmeiras levantam taça do Paulistão — Foto: Marcos Ribolli
Palmeiras maduro: Título do Paulistão coroa evolução e projeta um 2026 de glórias.

Gol de Vitor Roque em Novorizontino x Palmeiras — Foto: Joisel Amaral/AGIF
A conquista do Campeonato Paulista pelo Palmeiras, no último domingo, não foi apenas mais uma taça na galeria; foi à coroação de uma equipe que soube amadurecer no fogo da competição. Após um 2025 conturbado, o Verdão mostrou que a “fase das decepções” ficou para trás, apresentando um futebol em franca crescente.
O despertar após o choque
O ponto de virada da temporada aconteceu cedo. A goleada de 4 a 0 sofrida para o Novorizontino, ainda na quarta rodada — a maior derrota da era Abel Ferreira —, serviu como um choque de realidade. A partir dali, o treinador ajustou as peças e encontrou a formação ideal que deu equilíbrio ao time: Carlos Miguel; Khellven, Murilo, Gustavo Gómez e Piquerez; Marlon Freitas, Andreas Pereira e Mauricio; Allan, Flaco López e Vitor Roque.
Com esse onze inicial, o Palmeiras se consolidou. As vitórias voltaram a aparecer com naturalidade, embora o fantasma das oscilações do ano passado ainda deixasse o torcedor em alerta: o time saberia segurar a pressão nos momentos decisivos?
A resposta na grande final

Abel Ferreira comemora título estadual do Palmeiras — Foto: Marcos Ribolli
O destino colocou justamente o Novorizontino no caminho da decisão. No jogo de ida, o Palmeiras foi estratégico, administrando o cansaço para garantir o 1 a 0. No jogo da volta, o desafio foi o gramado encharcado e a resiliência emocional.
O gol de Murilo, logo aos 5 minutos, sugeria uma final tranquila. No entanto, o velho problema de “relaxar” ao estar em vantagem apareceu, e o Novorizontino aproveitou os espaços e os chutões defensivos. Aos 26 minutos, após uma falha coletiva da zaga e do goleiro Carlos Miguel, Matheus Bianqui empatou a partida.
Maturidade e o grito de campeão
Se em 2025 o empate seria um baque emocional, o Palmeiras de 2026 reagiu com maturidade. No segundo tempo, o time colocou a bola no chão, organizou o meio-campo e anulou as investidas adversárias. Aos 12 minutos, a consagração: após desvio de Flaco López e briga de Jhon Arias na área, a bola sobrou para Vitor Roque empurrar para as redes e selar o 27º título paulista da história alviverde.
Horizonte de conquistas
Este título traz a paz que o ambiente precisava após o encerramento conturbado do último ano. Se Abel Ferreira conseguir ajustar as oscilações durante os 90 minutos e fortalecer o jogo apoiado, o Palmeiras entra como franco favorito nas competições de peso.
O Paulistão foi o alicerce; agora, com o elenco encorpado e a confiança renovada, o foco total se volta para a Conmebol Libertadores e o Campeonato Brasileiro. O torcedor palmeirense tem motivos de sobra para sonhar alto em 2026.
ItapebiAcontece – Com informações do GE.Globo






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