Alerta: Escorpiões foram responsáveis por 65% dos ataques peçonhentos no último ano

2 22

Imagens: Reprodução web

Com o dobro de mortes registradas, deficiência no saneamento e lentidão no atendimento hospitalar preocupam autoridades e moradores.

1 34

Escorpiões lideram ataques no Brasil:

Nordeste é uma das regiões mais afetadas e mortes dobram em um ano

O cenário é de alerta máximo para a saúde pública. Em 2025, o Brasil registrou a marca impressionante de 225.695 casos de picadas de escorpião. Segundo o Ministério da Saúde, esses aracnídeos foram responsáveis por 65% de todos os acidentes com animais peçonhentos no país, superando de longe serpentes e aranhas.

O dado mais alarmante refere-se à letalidade: o número de mortes dobrou em comparação ao ano anterior. Ao todo, 265 pessoas perderam a vida, sendo que 20% das vítimas fatais eram crianças com menos de 10 anos, o grupo mais vulnerável ao veneno.

Desigualdade e Saneamento: Onde o perigo se esconde

Os números revelam uma face social cruel: 62% das mortes ocorreram entre pessoas que se autodeclaram pardas. Isso reflete a precariedade urbana, já que o escorpião prolifera em locais com falta de saneamento básico, acúmulo de lixo e redes de esgoto — ambientes onde as baratas, seu principal alimento, se multiplicam. Mais de 66% dos acidentes acontecem em zonas urbanas, dentro de casas ou quintais.

A ameaça do “Escorpião-Amarelo” e a espécie do Nordeste

4 6

O grande vilão nacional é o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus). Ele se adapta facilmente às cidades e possui uma característica impressionante: a fêmea pode se reproduzir sozinha (partenogênese), sem precisar do macho, o que acelera a infestação.

Já aqui no Nordeste, a presença marcante do escorpião-do-nordeste (Tityus stigmurus) faz com que estados como Alagoas tenham as maiores taxas de incidência proporcional do país.

Perfil das Vítimas e Locais dos Ataques

Quem mais sofre: O público feminino lidera levemente com 51% das notificações. A faixa etária com mais registros é de adultos entre 20 e 29 anos.

Onde picam: Mãos e dedos são atingidos em 41% dos casos, seguidos por pernas e pés (36%).

Quando ocorre: Geralmente durante tarefas domésticas, ao mexer em entulhos ou ao calçar sapatos e manusear roupas.

O que fazer em caso de picada?

A regra de ouro é:

corra para o hospital imediatamente. A diferença entre a vida e a morte está no relógio.

Atendimento rápido:

A taxa de mortalidade sobe drasticamente se o socorro demorar mais de uma hora.

O que NÃO fazer:

Não use torniquetes, não corte o local e não coloque gelo (o frio aumenta a dor).

O que fazer:

 Lave com água e sabão e use compressas mornas para aliviar a dor até chegar ao médico.

Nota importante:

 O soro antiescorpiônico é produzido pelo Instituto Butantan e distribuído gratuitamente pelo SUS. Embora muitos casos sejam leves, apenas um médico pode avaliar a necessidade do antiveneno.

ItapebiAcontece