Imagens: Reprodução web
As suspeitas sobre a proximidade entre Gianni Infantino e o presidente americano ganharam força após denúncia formal apresentada por ONG de direitos humanos.

Durante toda a Copa do Mundo de 2026, as decisões de bastidores da Fifa sob a liderança de Gianni Infantino estiveram sob os holofotes. Agora, os questionamentos ganharam um tom muito mais grave: a ONG de direitos humanos Fair Square protocolou uma denúncia formal na Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional (COI) contra o dirigente, que também é membro da entidade olímpica.
Infantino é acusado de “violações recorrentes da neutralidade política” devido à sua forte proximidade e declarações de apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
De acordo com a organização, a conduta do presidente da Fifa ultrapassou os limites de uma relação puramente diplomática entre o comando do futebol mundial e o governo de um dos países-sede da Copa.
Pressão política em campo na Copa de 2026

A denúncia sustenta que Infantino abriu mão da independência exigida pelos membros do COI para favorecer interesses políticos de Trump. Um dos pontos mais críticos levantados pela Fair Square envolve uma suposta pressão do presidente americano nos bastidores da Copa do Mundo.
A suspeita é de que Infantino possa ter cedido a exigências de Trump para contornar ou suavizar regras disciplinares da Fifa durante o torneio. O documento enviado ao COI não detalha qual episódio específico teria motivado a acusação, mas exige que a entidade apure se decisões tomadas dentro de campo sofreram influência direta do governo americano.
“Gianni Infantino violou repetidamente as regras de neutralidade política do COI ao oferecer seu apoio político ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Também fornecemos evidências de outras duas violações graves, que solicitamos que o COI investigue”, declarou a ONG em nota.
O boné da discórdia: Participação em conselho político

O principal argumento da representação é a relação pública de camaradagem entre os dois líderes. A ONG destacou a participação de Infantino no chamado “Conselho da Paz”, um evento promovido por Trump em fevereiro.
Na ocasião, o mandatário da Fifa foi visto usando um boné com a sigla “USA” e os números “45-47”, uma clara alusão aos mandatos de Trump como 45º e 47º presidente dos EUA. Para a Fair Square, o gesto ultrapassou o protocolo diplomático e escancarou um alinhamento político pessoal e ideológico.
O que dizem as regras do esporte?

Por fazer parte do Comitê Olímpico Internacional, Gianni Infantino é obrigado a seguir rigorosamente a Carta Olímpica e o código de ética do órgão. Ao assumir o posto, ele assinou um compromisso de atuar livre de pressões comerciais ou governamentais. A neutralidade política é o pilar que garante a autonomia das federações esportivas globais.
Próximos passos
A denúncia apresentada não equivale a uma condenação. Agora, a Comissão de Ética do COI analisará os indícios trazidos pela ONG para decidir se abrirá ou não um processo formal de investigação. Caso a denúncia avance e fique comprovada a quebra de conduta, Infantino poderá sofrer punições disciplinares da entidade olímpica.
Até o momento da publicação desta matéria, o presidente da Fifa não havia se pronunciado oficialmente sobre as acusações.
ItapebiAcontece — Com informações de agências de notícias.






Deixe uma resposta