Daniel Vorcaro é banqueiro do Master – Foto: Reprodução | Instagram @danielvorcaro
Investigação sobre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro gera forte instabilidade nos bastidores do poder.

A provocação que abre esta matéria veio do leitor Aguinelo Ribeiro, do bairro Barbalho em Salvador, e a resposta é curta e grossa: o caso não só vai melar, como já melou. A dúvida agora não é se haverá estrago, mas qual será o tamanho da cratera, já que o que veio à tona é apenas a ponta do iceberg.
O Acordo de Cavalheiros
O escândalo do Banco Master respingou diretamente em ACM Neto. Nos bastidores, comenta-se que ele e o senador Jaques Wagner (PT) teriam selado um “pacto de não agressão” para abafar o assunto. Se o acordo existe, a interpretação é óbvia: no jogo político, quando o teto é de vidro, ninguém joga a primeira pedra.
Ciro Nogueira sob Fogo Cruzado
Quem não teve a mesma sorte de ficar fora dos holofotes foi o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Candidato à reeleição, Nogueira foi bombardeado por acusações de que teria articulado projetos de lei sob medida para beneficiar as operações de Daniel Vorcaro, o banqueiro que está no centro do furacão.
O “Fator Flávio” e a Bolada de R$ 131 Milhões
Mas o verdadeiro “filé” da crise caiu no colo da campanha presidencial. O senador Flávio Bolsonaro, principal voz da oposição a Lula, viu seu nome ligado a uma cobrança astronômica de R$ 131 milhões, exigida pouco antes de Vorcaro ser alvo de prisão.
A defesa de Flávio é uma verdadeira pérola do cinismo político. O senador alega que a transação era estritamente privada e disparou: “Ladrão é o governo”. Tratar um negócio de R$ 131 milhões como se fosse uma compra rotineira em uma quitanda de feira é, no mínimo, subestimar a inteligência do eleitor.
ItapebiAcontece – Com informações da coluna de Levi Vasconcelos (Portal A Tarde).

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