Poluição teria sido causada por manejo de cobre, atividade que a Gerdau encerrou no local no início de 2022.

A Gerdau Aços Longos recebeu uma multa de R$ 50 milhões devido à grave contaminação na praia de São Tomé de Paripe, no subúrbio de Salvador. O valor representa a punição máxima permitida por lei e foi determinada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema).
O auto de infração, aplicado no dia 3 de junho de 2026, aponta que a empresa contribuiu diretamente para a “contaminação com compostos químicos nas águas intersticiais, águas subterrâneas, sedimentos, águas do mar e biota” na famosa praia da capital baiana.
O início da crise e o impacto na comunidade
O problema começou a vir à tona em fevereiro deste ano, quando a faixa de areia da praia passou a apresentar manchas densas nas cores amarela e azul. Análises posteriores constataram que se tratava de uma contaminação por cloreto de potássio (KCl).
Desde o surgimento das manchas, a praia foi interditada para banhistas. O fechamento tem causado severos prejuízos econômicos e sociais para a população do subúrbio de Salvador, afetando drasticamente a renda de pescadores, marisqueiras e barraqueiros locais. Diante da gravidade da situação, a prefeitura de Salvador decretou situação de emergência ambiental na região litorânea.
O que dizem as investigações
No início das cobranças por parte da população, as suspeitas se concentraram sobre a empresa Terminal Itapuã, que atua na área com o transporte de fertilizantes. No entanto, estudos e laudos técnicos mudaram o rumo das investigações.
Os laudos apontaram que as manchas coloridas na areia apresentavam forte ligação com resíduos de cobre — metal que foi operado pela Gerdau no local até o início de 2022. Apesar da mudança na operação, a Gerdau continua sendo a proprietária do terminal.
A confirmação definitiva veio com a perícia realizada nos peixes e crustáceos encontrados mortos na praia, que testaram positivo para a contaminação por cobre. O resultado comprova a tese de “poluição pretérita” (antiga), uma vez que o Terminal Itapuã já estava com o desembarque de fertilizantes suspenso desde março deste ano.
ItapebiAcontece.






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