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Para o presidente, o aprofundamento da crise fará com que o PL perca a eleição.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, cobrou moderação interna após o início de uma crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro na última quarta-feira (24). Segundo o dirigente, a persistência dos desentendimentos entre duas das principais lideranças da sigla pode ameaçar o desempenho do partido nas eleições deste ano.
Valdemar, que estava nos Estados Unidos acompanhando a Copa do Mundo, antecipou seu retorno ao Brasil para intermediar o conflito. Em entrevista à Rádio Gaúcha na noite de quinta-feira (25), o cacique partidário alertou para as consequências do racha: “Nós temos que acertar isso aí. Porque se não acertar isso aí, nós já vamos sair perdendo em casa”.
O dirigente destacou o peso político de ambos os envolvidos para justificar sua intervenção imediata. “Antecipei minha viagem porque isso é muito sério. A Michelle tem um valor imenso para nós; o que ela fez pelo PL Mulher no Brasil não tem preço. Já o Flávio está com a eleição quase empatada com o Lula. Preciso conversar com os dois assim que chegar”, afirmou.
Aliança com Ciro Gomes é o estopim
O embate começou devido a divergências sobre as alianças eleitorais no Ceará. Michelle criticou publicamente as negociações de Flávio Bolsonaro para apoiar Ciro Gomes na disputa pelo governo do estado. Valdemar, no entanto, minimizou o comportamento do pedetista e defendeu a parceria como estratégica.
“O Ciro briga com todo mundo, até com a própria família, é o jeito dele. Mas não é uma questão de preferência pessoal. Ele é um homem sério e o único capaz de derrotar o PT no estado. Se não nos aliarmos a ele, o PT vence. Com o nosso apoio, ele ganha a eleição”, justificou o presidente do PL. Ao ser questionado se precisará convencer Michelle a aceitar o acordo, o dirigente foi categórico: “Tem que ser convencida”.
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