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Parlamentar baiano comunicou oficialmente que deixará o posto de principal articulador do Planalto na Casa.

A saída do senador baiano Jaques Wagner (PT) da liderança do governo no Senado Federal abriu uma corrida nos bastidores e obrigará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a escolher um novo articulador político na Casa. O cargo é um dos mais estratégicos da República, sendo o principal canal de negociação para aprovar os projetos de interesse do Palácio do Planalto.
Aliado de primeira hora de Wagner, o também baiano Otto Alencar (PSD) surgiu inicialmente como o grande favorito para o posto. No entanto, segundo informações da CNN Brasil, a estratégia do governo mudou: o Planalto prefere manter Otto na presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) — o colegiado mais importante e poderoso do Senado.
Com Otto fora do páreo, o nome da senadora Teresa Leitão (PT-PE), atual líder da bancada petista, ganhou forte tração. Outro cotado nos bastidores é o ex-ministro da Educação e senador Camilo Santana (PT-CE). Corre por fora, ainda, a chance de Lula entregar a vaga a um parlamentar de centro, em um aceno direto para estreitar laços com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

As poucas opções dentro do PT
Se o presidente Lula insistir em manter a liderança com o seu próprio partido, o cardápio de opções é curto. Dos nove senadores da bancada do PT, cinco vão disputar a reeleição e dificilmente terão tempo para se dividir entre as campanhas e a exaustiva articulação de Brasília. Além disso, o veterano Paulo Paim já anunciou que se aposentará ao fim do mandato.
Sobram, portanto, Teresa Leitão, Beto Faro e Camilo Santana. Embora Camilo seja visto como um peso-pesado para a função, ele já está sobrecarregado com outra missão de confiança: coordenar as articulações políticas da campanha de Lula na região Nordeste.
Saída em meio a turbulência policial
Jaques Wagner oficializou sua saída do cargo na última quarta-feira (24), por meio de uma nota nas redes sociais, alegando que a decisão foi tomada em comum acordo com Lula.
O anúncio, porém, ocorre em um momento delicado. Dias antes, o senador baiano foi alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal em seus endereços de Brasília e Salvador. A PF investiga o suposto recebimento de vantagens indevidas por parte de Wagner, envolvendo o banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.
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