Neymar retorna à Seleção, mas Vini Jr. assume o comando e o protagonismo na Copa

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Vini Jr. foi destaque na partida da Seleção Brasileira contra a Escócia  • Rafael Ribeiro/CBF

O retorno de um ciclo e o auge de outro: Neymar volta após 981 dias, mas é o brilho de Vini Jr. contra a Escócia que garante o Brasil no mata-mata.

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Neymar em seu primeiro jogo na Copa do Mundo 2026 • FIFA via Getty Images

A Seleção Brasileira carimbou o passaporte para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 nesta quarta-feira (24), com uma vitória convincente por 3 a 0 sobre a Escócia. Mais do que a vaga garantida, o confronto em Miami ficou marcado por uma clara transição de bastão no protagonismo do futebol brasileiro: o aguardado retorno de Neymar e o show incontestável de Vinicius Júnior.

O retorno do camisa 10

Após um longo jejum de 981 dias, Neymar voltou a vestir a amarelinha. Aos 34 anos, o atacante entrou no segundo tempo, substituindo Matheus Cunha aos 31 minutos, e somou sua 14ª partida em Mundiais. Recuperado de uma lesão na panturrilha que o deixou fora dos gramados por cinco semanas, essa foi a sua primeira atuação pelo Brasil desde o fim de 2023.

Mesmo não vivendo mais o auge de sua carreira e correndo por fora no debate que antes dominava com Messi e Cristiano Ronaldo, o craque provou que seu status com a torcida segue intacto. Ovacionado desde o aquecimento, Neymar teve o nome gritado em coro pelas arquibancadas.

O show é de Vini Jr.

Apesar do peso histórico da volta de Neymar, o dono do jogo foi Vinicius Júnior. O atacante chamou a responsabilidade, infernizou a defesa escocesa com velocidade e mobilidade, e balançou as redes duas vezes — uma delas nos acréscimos da etapa inicial. Vini ainda teve um terceiro gol anulado pelo VAR, ficando a um passo de igualar o feito de Pelé em 1958, o último brasileiro a marcar um hat-trick em Copas.

O fim da “Neymar-dependência”

A convocação de Neymar pelo técnico Carlo Ancelotti havia gerado intensos debates na imprensa e entre os torcedores. No entanto, os 90 minutos contra a Escócia deixaram claro que a Seleção mudou de patamar. Se nos ciclos passados o Brasil sofria com a dependência técnica do camisa 10, hoje a equipe encontra em Vinicius Júnior sua grande referência e motor ofensivo.

Para Ancelotti, que lidera a busca pelo tão sonhado hexacampeonato, contar com a experiência de Neymar no banco é um trunfo de luxo. Mas, dentro das quatro linhas, o ritmo do Brasil agora é ditado pelo astro do Real Madrid.

ItapebiAcontece / CNN Esportes