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Com alta expressiva, bilhete médio no país passa dos R$ 630; voar a partir dos aeroportos da região exige maior planejamento financeiro.

Viajar de avião no Brasil ficou visivelmente mais caro. Segundo dados recentes divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o preço médio das passagens aéreas domésticas atingiu a marca de R$ 632,53. O valor representa uma alta de 11,2% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Os dados da Anac consideram a data de venda dos bilhetes e o valor real do transporte aéreo (atualizado pela inflação/IPCA), deixando de fora as taxas de embarque, despacho de bagagens, tarifas corporativas ou passagens emitidas por milhas.
O principal vilão do reajuste foi o bolso das próprias companhias: o querosene de aviação (QAV) sofreu um aumento expressivo de 68,5%, o que acabou sendo repassado para o consumidor final, anulando o alívio de medidas recentes.
Governo Federal adota medidas para tentar frear a crise no setor
Para tentar conter a escalada dos preços e socorrer as empresas de aviação, o governo federal lançou um pacote de medidas emergenciais. Veja os principais pontos:
Financiamento de combustível: Abertura de uma linha de crédito de até R$ 2,5 bilhões por empresa através do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac).
Corte de impostos: Redução das alíquotas de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, gerando um alívio estimado em R$ 0,07 por litro.
Fôlego no caixa: Autorização para que as companhias adiem o pagamento de tarifas de navegação aérea junto ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).
R$ 1 bilhão em linha emergencial de crédito para o setor
Além do pacote de socorro ao combustível, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou regras para uma linha emergencial de crédito voltada ao capital de giro das empresas aéreas, totalizando R$ 1 bilhão.
Como funciona o crédito: As companhias podem captar um limite equivalente a 1,6% do seu faturamento bruto de 2025 (com teto de R$ 330 milhões por empresa). O prazo de reembolso é de até seis meses, em parcela única, com juros baseados em 100% da taxa CDI.
Para ter acesso ao benefício, as empresas precisam comprovar os impactos financeiros sofridos pela alta do combustível e demonstrar capacidade de pagar a dívida.
Enquanto o mercado tenta se estabilizar com a ajuda do governo, o morador do sul baiano que planeja viajar a lazer ou a trabalho a partir dos aeroportos da região precisará pesquisar com mais antecedência e preparar o bolso para encontrar tarifas mais amigáveis.
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