Margareth Dalcolmo sobre cigarros eletrônicos: ‘vicia mais rápido que heroína’ (Entrevista Vídeo)

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Aos 71 anos, médica e pesquisadora é a convidada do programa semanal da coluna GENTE (Os motivos de Margareth Dalcolmo para chamar indústria do cigarro de ‘diabólica’ | VEJA Gente)

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 (Reprodução/Divulgação)

A briga atual de Margareth Dalcolmo, 71 anos, é contra a indústria tabagista. Uma das mais respeitadas médicas e cientistas brasileiras da atualidade, a pneumologista deu entrevista ao programa semanal da coluna GENTE (disponível no canal VEJA+ no Youtube, no streaming da TV Samsung Plus, LG, TCL e Roku; além da versão podcast no Spotify). Entre outros assuntos, Margareth comenta sobre sobre os perigos do uso de cigarros eletrônicos.

“A indústria (tabagista) criou uma coisa muito tentadora, glamourosa, deu sabor. Tem famílias que dizem: ‘Ah, o meu filho fuma, e o primeiro que ele fumou fui eu que trouxe de viagem’. Achou que era bonitinho, tinha gosto de morango, de framboesa, uma fumacinha cor-de-rosa sem o cheiro desagradável do cigarro… Digo que é um produto inescrupuloso. Primeiro, porque a indústria do tabaco não tem nenhuma intenção outra que não seja auferir lucro, vender, ganhar dinheiro. Ela não está preocupada se vai matar, se vai transformar aquela pessoa num adicto. Para isso, ela bota quase 100 vezes a concentração de nicotina em um cigarro eletrônico. O mesmo que uma pessoa consumiria em cinco dias de cigarro. Tem trabalhos científicos mostrando que uma pessoa se vicia em cinco dias de exposição. Por quê? Porque a concentração de nicotina, substância química mais rápida que a heroína no cérebro humano, é muito alta. Você fica completamente dependente. Esse é o objetivo a ser alcançado. O pior: ali dentro tem substâncias cancerígenas. O departamento de química da PUC-Rio já publicou um trabalho com amostras de produtos apreendidos pelos órgãos fiscalizadores, mostrando a quantidade de propilenoglicol, que é cancerígeno quando entra na corrente sanguínea. Aquilo dá câncer. Tem metais pesados. Aquela fumacinha rosa, aquele gosto de framboesa, não tem nada de inocente”.

ItapebiAcontece – Revista Veja