Jaques Wagner torna-se alvo da PF em desdobramento sobre o Banco Master

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Foto: Rafael Nunes / Divulgação

A pedido do ministro André Mendonça, do STF, a Polícia Federal cumpre 18 mandados na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal nesta quinta-feira.

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O senador Jaques Wagner (Carlos Moura/Agência Senado)

O senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado e pré-candidato à reeleição, é um dos alvos da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A ação apura um dos maiores escândalos financeiros recentes do país, envolvendo o Banco Master, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e uma suposta rede de influência que conecta políticos e empresários.

De acordo com as investigações, a PF suspeita de vínculos diretos entre os operadores do esquema e pessoas ligadas ao parlamentar baiano. Apesar de estar no radar da operação, até o momento, Jaques Wagner não é alvo direto de mandados judiciais e não foi formalmente denunciado. Procurada pelo portal bahia.ba, a assessoria do senador limitou-se a informar que ele se pronunciará assim que houver atualizações oficiais sobre o caso.

Mandados e restrições judiciais

As ordens judiciais desta quinta-feira (18) foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, os agentes federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão espalhados pela Bahia, São Paulo e Distrito Federal.

Além das buscas, o STF determinou medidas cautelares severas contra os investigados, que incluem o uso de tornozeleira eletrônica (monitoramento eletrônico), a retenção de passaportes e a proibição total de contato entre os envolvidos no esquema.

Um dos principais focos desta nova etapa é o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Apontado pela PF como peça-chave na engenharia financeira do grupo, Lima teve endereços residenciais e comerciais vasculhados pelos agentes na Bahia. A defesa do empresário ainda não se manifestou publicamente.

O escândalo do Banco Master

A Operação Compliance Zero começou em 2025 com o objetivo de desarticular crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, corrupção, manipulação de mercado e organização criminosa.

Segundo a Polícia Federal, o grupo criminoso liderado por Daniel Vorcaro movimentou bilhões de reais em transações financeiras sem qualquer lastro, utilizando mecanismos complexos para ocultação de patrimônio. Até agora, o caso já acumula dezenas de mandados, prisões e bloqueios de bens que somam cifras bilionárias.

Com a nova fase, os investigadores buscam sufocar a rede de apoio político construída em torno do banco. A PF quer descobrir se agentes públicos ou figuras influentes usaram o trânsito no poder para favorecer os negócios do Banco Master ou tentar travar o andamento das investigações.

ItapebiAcontece / bahia.ba – As informações iniciais foram divulgadas pelo jornal Estadão.