Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, – Foto: Annabelle Gordon | AFP
E já que Trump se julga o juiz do mundo, não estaria por trás disso a pretensão de jogar areia em conexões que o Brasil tem com os chineses, como na ponte Salvador-Itaparica?

Ao decretar que organizações criminosas como o PCC e Comando Vermelho são entidades terroristas, Donald Trump, o presidente dos EUA, se acha no direito de botar tropas no Brasil. E já que Trump se julga o juiz do mundo, não estaria por trás disso a pretensão de jogar areia em conexões que o Brasil tem com os chineses, como na ponte Salvador-Itaparica?
A conversa aí vem no furdunço que a decisão de Trump gerou, não só no Brasil, mas mundo afora, e também na nossa Ilha de Itaparica, onde o papo rolou.
Trump já falou em anexar a Groenlândia, o Canal do Panamá, sequestrou o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e inferniza a vida em Cuba, além de ter provocado a guerra contra o Irã. Por aí, chegar na ponte não seria nada fora do tom.
NO MÉXICO – Mas no México, onde desde o início do ano passado os EUA formalizaram algo similar, as incursões até agora se deram na banda financeira, com a fiscalização em bancos para correr atrás das movimentações de cifras das organizações criminosas.
Aliás, quem instigou Trump a tomar a atitude com o Brasil foi Flávio Bolsonaro. Quis forjar um fato maior do que o escândalo do Dark Horse, e conseguiu. Mas, da vez que Trump mexeu com o Brasil tentando atingir Lula, com o tarifaço, acabou ajudando. Cá, este ano tem eleição. Que Trump gostaria de ver Flávio no Planalto, é certo. O que é duvidosa (e muito) é a capacidade dele como cabo eleitoral.
Por: Levi Vasconcelos – Colunista A Tarde






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