Fotos: Reprodução web
Investigação aponta que funcionário adulterava dados no sistema para garantir a manutenção irregular de benefícios previdenciários.

A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta terça-feira (1º), a Operação Colina, que resultou no afastamento cautelar de um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na Bahia. O funcionário público é investigado por integrar um esquema de fraudes e receber propina para manipular dados no sistema da Previdência Social.
De acordo com as investigações, o servidor cobrava vantagens financeiras indevidas para alterar informações nos sistemas corporativos do INSS. A fraude envolvia principalmente a remarcação de perícias médicas, manobra utilizada para evitar o cancelamento e garantir a continuidade do pagamento de benefícios previdenciários de forma ilegal.
A apuração teve início após a identificação de inconsistências suspeitas no agendamento das perícias. Com o aprofundamento das checagens, a PF confirmou que as adulterações eram realizadas diretamente pelas credenciais de acesso do servidor.
Medidas Cautelares e Crimes
Diante das provas, a 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia determinou o afastamento imediato do cargo.
A Justiça proibiu o investigado de:
Acessar os sistemas e bancos de dados do INSS;
Utilizar credenciais funcionais;
Frequentar qualquer sede ou prédio administrativo do instituto.
O servidor responderá pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações, corrupção passiva e associação criminosa.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou os valores movimentados pela propina nem o número total de benefícios mantidos de forma irregular pelo esquema.
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