Foto: Reprodução/redes sociais
Cinco dias após o registro viralizar, o protesto feito por moradores em Madre de Deus continua ecoando nas discussões sobre as alianças para a disputa ao governo do estado e à Presidência.

A instalação de um outdoor polêmico no município de Madre de Deus, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), completou cinco dias, mas os desdobramentos políticos da mensagem continuam agitando os grupos de WhatsApp e os bastidores partidários em todo o estado, inclusive aqui no sul da Bahia.
A peça publicitária, que traz a frase direta: “Madre de Deus não ‘fecha’ nem com pai nem com filho nem com neto. Eles, não!!!”, foi colocada de forma estratégica por moradores locais às vésperas da agenda do pré-candidato ao governo baiano, ACM Neto (União), na cidade. O texto faz uma alusão clara e crítica ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ao seu filho, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), e ao próprio ACM Neto.
De acordo com portais da região, como o SFC Repórter, o protesto em formato de outdoor foi uma reação popular à visita do ex-prefeito soteropolitano, que cumpriu agenda no município para se encontrar com o aliado e ex-prefeito Jeferson Andrade (União).
O “silêncio” estratégico sobre as alianças
O episódio jogou ainda mais combustível no debate sobre o desenho das coligações eleitorais. Há meses, as costuras de bastidores ventilam uma possível aproximação e aliança entre ACM Neto e a ala bolsonarista liderada por Flávio Bolsonaro.
Recentemente, ao ser questionado sobre um eventual apoio formal à pré-candidatura do filho ’01’ de Bolsonaro, ACM Neto preferiu adotar a cautela e esquivar-se do tema. Na ocasião, o ex-prefeito de Salvador classificou a cobrança por um posicionamento como “a provocação que o PT quer”, reforçando que sua postura seria a de “continuar respeitando as diferentes candidaturas”.
Passados cinco dias do “barulho” provocado pela placa em Madre de Deus, o termômetro político subiu, mostrando que a corrida eleitoral em solo baiano será marcada por forte polarização e cobranças intensas dos eleitores em cada município visitado pelas comitivas.
Com informações do Farol da Bahia / Redação ItapebiAcontece






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