Reviravolta na PF: Ministro André Mendonça afasta Andrei Rodrigues do cargo

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Imagens: Reprodução web

Medida segue para validação na Segunda Turma do STF em sessão extraordinária.

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A medida também atingiu o delegado Leandro Almada, que deixa a diretoria de Inteligência da corporação.

Segundo Mendonça, a decisão busca garantir que ministros do STF, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e membros da própria PF trabalhem sem sofrer “constrangimentos ilegais”. O magistrado revelou ainda que vem sendo monitorado pela Polícia Federal há mais de 30 dias.

Além dos afastamentos, a decisão proíbe a produção ou circulação — inclusive interna — de relatórios de inteligência sobre atos relacionados às funções do Judiciário, da advocacia pública e da polícia judiciária.

Preservação das investigações

De acordo com a decisão, informada pelo portal O Globo, Mendonça argumentou que o afastamento temporário é necessário quando há risco às apurações ou possibilidade de uso indevido dos cargos. Para o ministro, a restrição preventiva é menos prejudicial do que eventuais interferências na coleta de provas.

A medida será analisada pela Segunda Turma do STF. Mendonça solicitou ao presidente do colegiado, ministro Luiz Fux, a convocação de uma sessão virtual extraordinária ainda nesta terça-feira, com votação entre 10h e 23h59.

Origem do impasse e mensagens citadas

A determinação ocorre após o ministro Alexandre de Moraes utilizar relatórios de inteligência da PF para acusar Mendonça de abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa na condução de investigações sobre o Banco Master e fraudes no INSS.

O caso chegou a Mendonça após acionamento do partido Novo, que pediu medidas para preservar a integridade das apurações. Um relatório de cerca de 200 páginas teria identificado citações a Andrei Rodrigues no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O partido chegou a pedir a prisão do diretor-geral da PF, mas o relator optou pelo afastamento cautelar.

Na segunda-feira, Mendonça encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) diálogos entre Vorcaro e Moraes. Em uma das mensagens, o banqueiro menciona a necessidade de contar com a ajuda de “Andrei e Paulo” — em referência a Rodrigues e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em outro trecho, anterior à sua primeira prisão em novembro de 2025, Vorcaro pedia a Moraes que tentasse convencer o diretor-geral da PF a adiar uma operação.

ItapebiAcontece – Com informações  O Globo