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Nada de novo: Seleção Brasileira repete falhas antigas e fica apenas no empate na estreia.

A primeira grande batalha entre gigantes nesta Copa do Mundo terminou sem um vencedor, mas deixou muitas lições. Em um duelo eletrizante neste sábado (13), diante de um estádio lotado na região de Nova York/Nova Jersey, Brasil e Marrocos empataram por 1 a 1. O resultado premiou a excelente postura dos africanos e escancarou problemas táticos e defensivos já conhecidos na Seleção Brasileira.
Ismael Saibari abriu o placar para Marrocos ainda na primeira etapa, coroando o início avassalador da equipe que foi semifinalista na Copa de 2022. O Brasil buscou o empate graças ao talento individual de Vinicius Jr., garantindo um ponto para cada lado na abertura do Grupo C.
Para os marroquinos, o confronto foi a prova definitiva de que podem bater de frente com qualquer potência mundial. Já a Seleção Brasileira deixa o campo sob desconfiança e com muitas perguntas a serem respondidas pelo técnico Carlo Ancelotti.
Pane no primeiro tempo e desabafo de Ancelotti

O domínio inicial de Marrocos assustou. Com paciência e qualidade, a equipe africana envolveu o Brasil explorando as subidas de Achraf Hakimi e Bilal El Khannouss. No meio-campo, o jovem Ayyoub Bouaddi ditou o ritmo do jogo, encontrando espaços fáceis entre as linhas de marcação brasileiras. Enquanto isso, o Brasil assistia ao rival jogar e tentava apostar, sem sucesso, em contra-ataques rápidos.
Após o apito final, o comandante Carlo Ancelotti não escondeu a insatisfação com os 45 minutos iniciais:
“Não acho que começamos bem a partida. O time estava um pouco nervoso, perdemos muitas bolas e muitos duelos. O primeiro tempo não foi bom. No segundo tempo o time melhorou, mas foi um jogo difícil porque Marrocos é uma boa equipe. Eles escapavam da nossa pressão e criavam contra-ataques perigosos”, avaliou o treinador.
Falha defensiva e o gol de Marrocos
O Brasil teve sua primeira chance aos 14 minutos, quando Igor Thiago cabeceou para fora uma boa oportunidade. Porém, aos 21, o castigo veio pelos erros recorrentes.
Lucas Paquetá perdeu a bola no meio-campo, e Brahim Díaz agiu rápido, enfiando um passe preciso para Saibari. A dupla de zaga brasileira, formada por Marquinhos e Gabriel, bateu cabeça e foi facilmente superada. Para piorar, o goleiro Alisson saiu de forma precipitada. Com extrema frieza, Saibari encobriu o arqueiro brasileiro e empurrou para as redes: 1 a 0 Marrocos.
O talento de Vini Jr. salva a Seleção
Quando a situação parecia dramática, o brilhantismo individual resolveu. Aos 32 minutos, Bruno Guimarães serviu Vinicius Jr. na entrada da área, pelo lado esquerdo. O craque do Real Madrid limpou para a perna direita e soltou uma pintura no ângulo oposto, sem chances para o goleiro Yassine Bounou. Um golaço para empatar a partida.
O Brasil quase virou antes do intervalo com um voleio de Paquetá, mas Bounou fez grande defesa.
Mudanças no intervalo e calmaria no fim
Percebendo o buraco no meio-campo, Ancelotti mexeu no intervalo: sacou Casemiro e Roger Ibañez (que tiveram atuações muito abaixo do esperado) para as entradas de Fabinho e Danilo. As alterações deram maior consistência defensiva ao Brasil, que passou a rodar mais a bola e empurrou Marrocos para o campo de defesa.
Apesar do maior controle, a Seleção Brasileira seguiu com dificuldades para furar o bloqueio marroquino. A melhor chance veio aos 78 minutos, em finalização de Raphinha após cruzamento de Vini Jr. Na reta final, o cansaço bateu, o ritmo caiu e, embora Matheus Cunha tenha assustado nos minutos finais, o placar não se alterou.
Como fica o Grupo C?
Com o empate, Brasil e Marrocos somam 1 ponto cada e seguem vivos na briga pela liderança da chave — posição estratégica para pegar um caminho teoricamente mais fácil no mata-mata.
A liderança isolada do Grupo C ao fim da primeira rodada pertence à Escócia, que venceu o Haiti por 1 a 0 e soma 3 pontos. O Brasil agora precisa corrigir os erros de olho na reabilitação na próxima rodada.
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