Lula anuncia “superpacote” de R$ 11 bilhões para combater o crime organizado em todo o país

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Imagens: Reprodução web

O plano busca integrar as forças de segurança estaduais e federais, focando em inteligência, tecnologia e modernização de equipamentos.

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A pouco mais de quatro meses das eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou, nesta terça-feira, o programa Brasil Contra o Crime Organizado. A cerimônia, realizada no Palácio do Planalto ao lado do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, coloca a segurança pública — principal preocupação dos eleitores — no centro da agenda do governo.

Com um orçamento total de R$ 11,1 bilhões, a estratégia busca neutralizar o poder financeiro das facções criminosas. Desse montante, R$ 968,2 milhões são investimentos diretos e R$ 10 bilhões serão disponibilizados via financiamento para estados e municípios.

Cooperação Internacional e Tecnologia

Pelas redes sociais, Lula revelou que o combate ao crime foi tema de sua reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, na última quinta-feira (7). O petista destacou que as aduanas dos dois países já cooperam para barrar o tráfico de drogas e armas, reforçando o papel da Polícia Federal (PF) na inteligência fronteiriça.

Os 4 Pilares da Estratégia

O programa é dividido em eixos estratégicos para atacar o crime em diferentes frentes:

1. Asfixia Financeira (R$ 302,2 milhões)

O objetivo é “secar a fonte” das facções.

  • Fortalecimento das Forças Integradas (FICCOs).
  • Criação de um comitê para rastreamento de ativos e leilão de bens apreendidos.

2. Sistema Prisional Seguro (R$ 324,1 milhões)

Retomar o controle das unidades penais.

  • Bloqueio de sinal de celular e padrão de segurança máxima em 138 unidades.
  • Criação do Centro Nacional de Inteligência Penal.

3. Esclarecimento de Homicídios (R$ 196,7 milhões)

Aumentar a taxa de resolução de crimes graves no Brasil.

  • Modernização de IMLs e polícias científicas.
  • Expansão do Banco de Perfis Genéticos e análise balística integrada.

4. Combate ao Tráfico de Armas (R$ 145,2 milhões)

Cortar o suprimento de armamento para o crime.

  • Criação da RENARME (Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas).
  • Rastreabilidade total e operações intensificadas nas fronteiras.

ItapebiAcontece – Com informações da CNN Brasil